Um júri popular vai decidir, na próxima quinta-feira (25/06), o destino da dentista Gabriella Anacleto Kiefer e do veterinário Thiago Oliveira do Nascimento. Os dois respondem por homicídio qualificado perante a 4ª Vara Criminal de Vila Velha, no Espírito Santo.
A sessão coloca fim a um processo que começou com a morte de um morador de rua durante uma reforma na clínica odontológica de Gabriella, em 2021. Os dois se tornaram réus formalmente em julho de 2025.
O crime e a investigação
O corpo da vítima surgiu às margens da Rodovia Leste-Oeste em agosto de 2021. O homem tinha pernas quebradas e ferimentos de bala na cabeça, segundo as investigações policiais.
O caso ficou parado por anos. A virada veio em janeiro de 2024, quando a Polícia Federal (PF) prendeu Thiago por tentativa de extorsão contra um empresário. A detenção reabriu as apurações sobre o homicídio.
A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha localizou um arsenal na residência do veterinário. Laudos de confronto balístico apontaram que os projéteis extraídos do corpo da vítima saíram da arma apreendida no imóvel.
Confissão e silêncio
Diante das evidências, Thiago admitiu ter matado o homem. Ele alegou, porém, que agiu em legítima defesa. Gabriella seguiu caminho oposto e exerceu o direito de permanecer em silêncio durante as investigações.
A dentista foi detida em dezembro de 2024, dentro do próprio consultório. O advogado Marcos Daniel Vasconcelos Coutinho, que a defende, afirmou que “a acusação de Gabriella decorre de um conjunto de equívocos que serão esclarecidos perante a justiça” e que Gabriella será declarada inocente.
O julgamento pelo júri popular é o próximo passo para definir se as versões apresentadas pela defesa e pela acusação convencem os jurados.



