A Polícia Civil indiciou Samuel Sant’Anna da Costa, conhecido como Gato Preto, por quatro infrações relacionadas ao acidente que provocou com um Porsche na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em agosto do ano passado.
Na ocasião, o influenciador dirigia sob efeito de álcool e drogas quando atingiu um Hyundai HB20 violentamente após desrespeitar um sinal vermelho.
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Os crimes atribuídos ao influenciador incluem lesão corporal culposa na direção de veículo automotor, embriaguez ao volante, fuga do local do acidente, e inovação artificiosa, que consiste na alteração da cena para induzir as autoridades a erro.
Se condenado, Samuel da Costa poderá pegar até sete anos de prisão, considerando as penas máximas previstas para cada crime.
Relembre o caso
O incidente aconteceu por volta das 6h30 da manhã, quando Gato Preto conduzia um Porsche 911 Carrera acompanhado da influenciadora Bia Miranda no banco do passageiro.
Imagens do sistema Smart Sampa comprovaram que o influenciador ignorou o sinal vermelho e colidiu de forma violenta contra o HB20, que atravessava a via com semáforo verde.
A batida ocorreu no cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Elvira Ferraz. O impacto foi tão violento que ambos os veículos foram arremessados para o canteiro central da avenida. O passageiro do HB20 sofreu fratura na mandíbula em consequência da colisão.
Exames toxicológicos incorporados ao inquérito policial confirmaram a presença de três substâncias no organismo do influenciador: álcool, MDA (droga sintética) e THC (componente da maconha). Além disso, o veículo não apresentou sinais de frenagem antes de atingir o outro automóvel.
Testemunhas informaram que, após a colisão, Gato Preto demonstrou comportamento inadequado, chegando a rir da situação e desrespeitar as vítimas.
O segurança que acompanhava Bia Miranda em outro veículo admitiu ter retirado objetos da Porsche acidentado e levando o casal para longe da cena antes da chegada das autoridades.
O influenciador foi indiciado sem prestar depoimento, após não comparecer a diversas intimações devido às sucessivas desistências de seus advogados.
Mesmo sem ser ouvido oficialmente, a Polícia Civil considerou ter indícios suficientes para inidiciar o influenciador pelos quatro crimes previstos no código de trânsito.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por outro lado, entende que a conduta do influenciador configura uma tentativa de homicídio com dolo eventual. A promotoria argumenta que ao dirigir em alta velocidade sob influência de substâncias e ignorar a sinalização, Samuel assumiu o risco de matar outra pessoa.
A promotoria do MPSP ainda não apresentou uma denúncia formal, mas solicitou que o processo seja redistribuído a uma das Varas do Júri.
