Quatro ocupantes de cargos de confiança no Governo do Distrito Federal foram exonerados logo após a votação do projeto que autoriza medidas de socorro ao Banco de Brasília (BRB).
As demissões foram publicadas em edição extraordinária do Diário Oficial e atingem indicados dos deputados distritais Thiago Manzoni e Rogério Morro da Cruz, que votaram contra a proposta na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
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Foram exonerados o secretário de Projetos Especiais, Marcos Araújo Pinto Teixeira; o administrador de São Sebastião, Roberto Medeiros Santos; o administrador do SIA, Bruno Ericky Francisco; e o diretor do Jardim Botânico de Brasília, Allan Freire Barbosa.
A decisão foi publicada poucas horas depois de a Câmara Legislativa aprovar, por 14 votos a 10, o Projeto de Lei que prevê medidas para capitalizar o BRB. O texto autoriza o uso de nove terrenos públicos como garantia para empréstimos e estabelece o limite de até R$ 6,6 bilhões em operações financeiras.
O projeto foi enviado pelo Governo do Distrito Federal após prejuízos envolvendo operações com o Banco Master. Antes da votação, deputados distritais se reuniram por mais de nove horas com a direção do BRB para discutir os detalhes da proposta.
Mesmo fazendo parte da base do governo, Manzoni e Rogério Morro da Cruz votaram contra o projeto, o que evidenciou um racha entre aliados do Palácio do Buriti.
