Brasília — De olho no período de chuvas e no aumento dos casos de dengue, o GDF (Governo do Distrito Federal) realiza, neste sábado (31), o Dia D de combate à dengue no Sol Nascente (DF).
A região foi escolhida com base no cenário epidemiológico da doença, já que esteve entre as áreas mais impactadas durante a epidemia de dengue em 2024.
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A ação contará com a participação de diversos órgãos, como a Secretaria de Saúde, o Corpo de Bombeiros, o SLU (Serviço de Limpeza Urbana), a DF Legal (Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística) e a administração regional.
Durante a mobilização, agentes de Vigilância Ambiental farão visitas domiciliares com foco na educação em saúde, além da identificação e eliminação de possíveis criadouros do mosquito transmissor da dengue.
“Também será feita a manutenção das estações disseminadoras de larvicida instaladas na região. Os agentes vão verificar a presença de larvas e, a partir dessas informações, será possível mapear a incidência do mosquito”, explicou a Secretaria de Saúde do DF (SES).
Além disso, as equipes de Saúde da Família vão orientar a população sobre os atendimentos nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Também será possível atualizar a caderneta de vacinação de adultos e crianças, exceto a BCG.
Além das ações de saúde, o Dia D contará com o recolhimento de entulhos e resíduos volumosos espalhados pelo Sol Nascente, contribuindo para a redução de locais favoráveis à proliferação do mosquito.
Dados
O último boletim epidemiológico, divulgado em 26 de janeiro, mostra que foram notificados 605 casos suspeitos de dengue, dos quais 389 foram considerados prováveis. Desses, sete foram confirmados.
Além do Sol Nascente, regiões como Jardim Botânico, Paranoá, Santa Maria e Ceilândia apresentam índices que já geram alerta.
Em 2025, o DF registrou 25.020 casos suspeitos de dengue, dos quais 12.082 foram considerados prováveis. Do total de casos prováveis, 93,5% são de residentes no DF (11.300).
Entre os casos prováveis com início de sintomas em 2025 em residentes de outras Unidades da Federação, grande parte veio de Goiás, com 742 casos.
Porém, o documento mostra que houve uma redução de aproximadamente 96% no número de casos prováveis de dengue entre residentes no DF em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 278.019 casos prováveis da doença.
Febre amarela e outras vacinas
A população também poderá encontrar equipes de saúde aplicando vacinas e no Jardim Zoológico de Brasília, o Parque Olhos d’Água (Asa Norte), o Parque Ezechias Heringer (Guará) e o Parque Ecológico de Águas Claras.
Ao todo, serão 37 pontos de atendimento em áreas urbanas e rurais, com a meta de imunizar cerca de 40 mil pessoas que ainda não têm registro de vacinação contra a febre amarela ou que têm dúvidas sobre seu histórico vacinal.
As equipes também estão preparadas para buscar registros nos sistemas online quando o cartão físico não estiver disponível.
Alguns locais contarão com outras vacinas previstas no calendário de rotina, como imunizantes contra Covid-19, tétano, gripe/influenza (para pessoas a partir de 6 meses), HPV e, em algumas salas, dengue.
A vacinação é gratuita e aberta à população, e recomenda-se levar documento com foto e a caderneta de vacinação.
A ação faz parte de uma estratégia mais ampla de saúde pública no DF, que registrou recentemente a chegada de 50 mil doses de vacina contra a febre amarela, reforçando a importância da imunização neste momento em que há sinais de circulação do vírus em estados vizinhos, como Goiás.
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Especialistas lembram que a doença é transmitida por mosquitos contaminados e que a vacina é a principal forma de prevenção, especialmente para pessoas de 5 a 59 anos que ainda não têm esquema vacinal completo.
A imunização também permite a emissão do CIVP (Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia), exigido por alguns países para entrada em seus territórios.
