O Governo do Rio corta o direito da Refit ao diferimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços na importação de combustível. O benefício permitia à empresa postergar o pagamento de impostos até o momento da venda para o consumidor final. Segundo investigações, isso nunca acontecia.
De acordo com denúncias, a companhia importava combustíveis quase prontos, que eram qualificados como matéria-prima para disfarçar a ausência de um verdadeiro refino. A operação era simulada na unidade ligada a Refit em Manguinhos, na Zona Norte.
A medida da Secretaria de Estado de Fazenda já foi comunicada ao Conselho Nacional de Política Fazendária. Com o benefício anulado, a pasta vai fiscalizar se a refinaria fez o uso irregular do benefício.
A empresa foi alvo de uma ação recente da Polícia Federal. O responsável por ela, o empresário Ricardo Magro, chegou a ter o nome incluído na difusão vermelha da Interpol. Além dele, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra o ex-governador Claudio Castro.
Segundo investigações, a empresa, uma das maiores devedoras do país, contava com benefícios na esfera política fluminense. A reportagem tenta contato com a Refit.




