Governo Federal diz que está perto de acordo com Estados sobre preço do diesel

Ministro Dario Durigan afirma que União está próxima de unanimidade para dividir custo do ICMS sobre combustível

Por Redação TMC | Atualizado em
(Crédito: Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (31/03) que o governo está “muito perto” de ter todos os estados no acordo para subsidiar o diesel. Ao menos 20 estados aceitaram a proposta. A declaração ocorreu durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, em Brasília.

A proposta do governo federal prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro de diesel importado. O custo será dividido: R$ 0,60 ficam com a União e R$ 0,60 com os estados. O objetivo é retirar o peso do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) na importação do combustível.

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Resistências e adesões

O governo do Distrito Federal se manifestou contra a proposta. Outras unidades importantes, como São Paulo e Rio de Janeiro, ainda não se posicionaram oficialmente sobre o tema.

“A pedido do presidente eu propus aos estados pra que, junto conosco, retirassem o peso do ICMS na importação do diesel. Ontem, falando com vários governadores, estamos muito próximos de ter unanimidade dos estados aderindo a proposta do presidente Lula”, afirmou Durigan, conforme reportado pela Exame.

Paraná confirma participação

O Paraná foi um dos primeiros a anunciar adesão. O governador Ratinho Junior (PSD) confirmou a decisão nesta terça-feira (31). Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), o impacto estimado para os cofres públicos do estado é de R$ 77,5 milhões por mês. Durante os dois meses de vigência propostos, o valor pode chegar a R$ 155 milhões.

O Paraná é o terceiro maior importador de diesel do Brasil, segundo dados oficiais. A participação dos estados é voluntária, e a previsão inicial é que a medida dure dois meses a partir da publicação de uma medida provisória.

Por que isso importa

Na prática, a subvenção busca evitar que o preço do diesel suba para o consumidor final. Com a guerra no Oriente Médio, o custo do combustível aumentou no mercado internacional. Segundo o Ministério da Fazenda, o impacto fiscal total estimado é de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão por mês.

O diesel é usado no transporte de cargas e passageiros. Quando o preço sobe, o custo do frete aumenta. Isso afeta diretamente o preço de alimentos, produtos e serviços no supermercado e no comércio.

Próximos passos

O governo espera uma resposta definitiva dos estados até sexta-feira (27), durante reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), em São Paulo. Segundo Durigan, os ganhos de receita dos estados produtores de petróleo com a alta do combustível ajudarão a compensar o impacto da subvenção.

“A gente vai seguir adotando medidas, como o presidente tem nos pedido, para que, à medida que essa guerra evolua e traga efeitos injustos, a gente tenha respostas”, afirmou o ministro, conforme reportado pelo Estadão.

A medida tem caráter emergencial e deve valer até 31 de maio. A proposta surgiu após resistência dos governadores em zerar o ICMS sobre a importação do diesel. A alternativa da subvenção, segundo a Agência Brasil, dá uma resposta mais rápida às consequências da guerra e não exige renúncia fiscal de ICMS pelos estados.

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