O corpo encontrado nesse domingo (11/01), em um sítio de Embu-Guaçu (SP), na Região Metropolitana de São Paulo foi confirmado, após exames de impressão digital, como sendo do PM Fabrício Santana, desaparecido desde o dia 7 de janeiro, de acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo).
O velório e enterro do policial serão nesta segunda-feira (12/01), no Cemitério Cerejeiras no Jardim Ângela, na Zona Sul da capital paulista. Quatro suspeitos já se encontram presos temporariamente, entre eles o dono do sítio onde o corpo foi localizado.
Siga a TMC no WhatsApp e fique por dentro das últimas notícias do Brasil e no mundo
“A Secretaria de Segurança Pública lamenta a morte do agente e ressalta que a polícia segue com as investigações para identificar e responsabilizar todos os envolvidos”, diz a nota.
Entenda o caso
Fabrício estava de férias e com o casamento civil marcado para dois dias após o desaparecimento. Após discutir com um traficante em um bar, perto da favela Horizonte Azul, na Zona Sul de São Paulo, ele teria sido morto a mando do crime organizado, de acordo com a polícia. Durante a briga, Fabrício teria falado que era policial.
Um homem teria saído do local e falado aos chefes do tráfico que havia um PM na comunidade, segundo as investigações. Fabrício deixou o bar e os traficantes teriam abordado o homem que o acompanhava e teriam mandado que levassem o PM de volta à favela. O homem confirmou durante depoimento que cumpriu a ordem do crime organizado.
O veículo do policial foi encontrado incendiado na última quinta-feira (08/01). Imagens de câmeras de segurança mostraram o carro do PM sendo seguido por um outro veículo preto. Identificado o dono do carro, a polícia encontrou galões de gasolina em seu veículo na residência do suspeito. Ele confessou ter acompanhado outro homem, que dirigia o automóvel do PM, até uma área de mata para atear fogo ao veículo.
