Corintiano que jogou cabeça de porco em Derby é preso por suspeita de estupro

Osni Fernando Luiz, de 37 anos, foi detido em flagrante na Zona Norte após denúncia da vítima que apresentava sangramento e relatou agressões dentro de veículo BMW

Por Redação TMC | Atualizado em
Foto: Divulgação/Polícia Militar SP
Foto: Divulgação/Polícia Militar SP

A Polícia Militar prendeu em flagrante o influenciador digital Osni Fernando Luiz, de 37 anos, por suspeita de estupro na Zona Norte de São Paulo. A detenção ocorreu no domingo (03/05) após denúncia de uma garota de programa. O caso foi registrado na 4ª Delegacia de Polícia de Defesa da Mulher (DDM).

Osni, também conhecido como Cicatriz, é torcedor do Corinthians e ficou conhecido nacionalmente em 2024 ao arremessar uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena durante partida contra o Palmeiras.

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Policiais militares foram chamados para atender uma ocorrência na rua Conselheiro Saraiva, no bairro de Santana. A vítima relatou aos agentes que trabalha como garota de programa e foi abordada por Osni, que dirigia um veículo BMW.

Os dois negociaram um programa sexual no valor de R$ 150, segundo o registro policial. A mulher apresentava sangramento na região íntima. Ela foi encaminhada ao Hospital da Mulher para atendimento médico.

A vítima fotografou a placa do carro. Osni foi localizado pouco tempo depois em sua residência.

Osni afirmou ter efetuado o pagamento antecipado via PIX. A vítima contestou essa informação. Durante o deslocamento, ela sugeriu que fossem para um hotel. Ele recusou a proposta.

A vítima relatou que Osni começou a apresentar comportamento agressivo durante o trajeto. Ele teria puxado a mulher pelos cabelos. Tentou beijá-la à força, mesmo diante da recusa dela.

A mulher questionou o suspeito sobre o destino para onde estava sendo levada. Osni parou o veículo. Ela tentou sair do carro. Ofereceu-se para devolver qualquer quantia. Foi impedida.

Segundo o boletim de ocorrência, Osni trancou as portas do veículo. Afirmou ser “bandido”. Passou a ameaçá-la para fazer o “serviço completo”. Diante da recusa da mulher, conforme o registro policial, ele teria cometido o estupro dentro do carro. Depois a deixou ferida na rua.

No dia seguinte à prisão, Osni passou por audiência de custódia. A Justiça converteu o flagrante em prisão preventiva.

Ao ser interrogado, segundo a polícia, Osni permaneceu em silêncio. O veículo onde teria ocorrido a relação sexual não foi apreendido pela polícia.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames foram requisitados para a vítima. Detalhes do caso serão preservados por se tratar de crime sexual.

Defesa nega acusações

Os advogados Marcello Primo, Damilon de Oliveira e Renato Soares divulgaram nota afirmando que não houve estupro. Segundo a defesa, Osni contratou um programa sexual e pagou pelo serviço.

“Nosso cliente nega a prática do crime. Na data de ontem [segunda-feira], em audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva. Nos socorreremos das medidas legais cabíveis visando a soltura de Osni Luiz, a fim de que responda à futura ação em liberdade. Por fim, durante o processo criminal, sua inocência será devidamente demonstrada e provada”, informa o comunicado.

De acordo com os advogados, Osni teria pago em dobro pelo programa após ser levado à delegacia.

A defesa informou que recorrerá das medidas legais cabíveis visando a soltura do acusado. O objetivo é que ele responda à futura ação em liberdade.

Perfil nas redes sociais

Osni possui mais de 65 mil seguidores no Instagram. Ele se descreve como “um corintiano apaixonado pelo seu clube” e “contra o futebol moderno”.

Episódio da cabeça de porco

Osni lançou uma cabeça de porco no gramado da Neo Química Arena durante partida entre Corinthians e Palmeiras em 4 de novembro de 2024. O episódio aconteceu durante jogo da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro. Câmeras registraram o objeto sendo lançado em campo por volta dos 28 minutos do primeiro tempo. O porco é um dos mascotes do Palmeiras.

Horas antes da partida, Osni publicou vídeos nas redes sociais mostrando a compra da cabeça do animal. Provocou o rival. Em um dos vídeos, afirmou: “Se for para mexer com o psicológico de vocês, nós vamos mexer. Aqui é Corinthians”.

À polícia, ele admitiu inicialmente ter jogado a cabeça no estádio, embalada em uma sacola. Posteriormente, mudou a versão. Disse que havia comprado o objeto num mercado apenas para tirar uma foto e assá-lo antes do jogo. Alegou não se lembrar dos vídeos publicados.

Em 2025, a Justiça condenou Osni a um ano de prisão em regime semiaberto por “crime contra a paz no esporte”. A condenação ocorreu após ele confessar que arremessou a cabeça de porco no gramado durante o Derby entre Corinthians e Palmeiras. Ele recorre da sentença em liberdade.

Proibição de frequentar jogos

A Justiça proibiu Osni de frequentar jogos do Corinthians em 2025. A proibição ocorreu após ele ser acusado de jogar outra cabeça de porco em frente ao Allianz Parque, estádio do Palmeiras. O episódio aconteceu pouco antes de um clássico pelo Campeonato Paulista.

O objeto foi encontrado pouco antes do clássico entre Palmeiras e Corinthians pelo Campeonato Paulista. Uma foto do animal morto havia sido postada numa rede social com o apelido de Osni: “Cicatriz”.

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