Policiais militares em serviço no estado de São Paulo causaram 672 mortes em 2025, número que representa um aumento de 88% em relação aos 357 óbitos registrados em 2023. O dado marca o maior índice de letalidade policial durante o mandato de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O aumento ocorreu durante o período em que o capitão da PM Guilherme Derrite (PP) comandou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) paulista.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Em 2024, diante do crescimento da violência policial e casos específicos de abusos, o próprio governador reconheceu a existência de uma crise na corporação. Nos bastidores, houve pressão para substituir Derrite no comando da SSP após Tarcísio mencionar a necessidade de “redesenhar” a polícia.
Entre as vítimas das ações policiais estão Jeferson de Souza, morador de rua morto no centro da capital, e Igor Oliveira, morto após rendição em Paraisópolis. Os dois casos foram registrados em vídeos que mostravam as ações dos policiais.
Os incidentes letais envolvendo PMs aconteceram em várias regiões do estado, com maior concentração em áreas periféricas e locais com altos índices de criminalidade.
Apesar da manutenção de altos índices de letalidade em 2025, a pressão sobre a política de segurança pública do governo estadual diminuiu em comparação com o ano anterior.
Leia mais: PL da Dosimetria: governistas celebram e oposição promete derrubar veto
Em nota, a SSP afirma que houve redução de aproximadamente 25% nos números de mortes decorrentes de confrontos com policiais em serviço nos dois primeiros anos da gestão Tarcísio, em comparação com o início da administração anterior. A secretaria destaca que “não compactua com desvios de conduta” e que, desde 2023, mais de 1,2 mil agentes foram punidos com prisão, demissão ou expulsão das corporações.
A pasta informa que todas as ocorrências de mortes decorrentes de intervenção policial são investigadas pelas Polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Segundo a SSP, foram incorporadas mais de 3.500 armas não letais ao arsenal das forças de Segurança, demonstrando o fortalecimento dos mecanismos de controle e responsabilização.
