Robson Lucas da Silva, advogado de Luiz Phillipi Mourão, mais conhecido como “Sicário” na investigação contra Daniel Vorcaro, afirmou que o seu cliente não está em protocolo de morte cerebral. Na quinta-feira, a Polícia Federal chegou a afirmar que Mourão havia morrido.
“Sicário” está internado no Centro de Tratamento Intensivo do Hospital João 23, em Belo Horizonte. Ele foi levado à unidade de saúde após tentar suicídio na Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, onde estava sob custódia.
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Robson Lucas da Silva informou que o quadro clínico do cliente permanece grave, sem evolução. “O quadro permanece. O estado é grave. Não houve nenhuma evolução. Ele não melhorou, mas também não piorou. A condição clínica atual não é indicativa de abertura do protocolo. Essa abertura do protocolo depende da manifestação clínica, da evolução para pior e isso ainda não houve. Não se chegou ainda a esse momento, espero que não se chegue, mas os médicos ainda não têm, de acordo com a literatura médica, condição de abrir esse protocolo”, afirmou Robson Lucas da Silva.
Equipes da Polícia Federal socorreram Mourão após a tentativa de suicídio nas dependências da Superintendência da corporação em Minas Gerais. A defesa relatou que esteve com ele até cerca de 14h do dia da prisão.
Em nota assinada por Robson Lucas e Vicente Salgueiro, os advogados afirmaram que o cliente “se encontrava em plena integridade física e mental” naquele momento. “A informação sobre o incidente de supostamente ter atentado contra a própria vida foi conhecida após a nota de esclarecimento emitida pela Polícia Federal”, diz o texto.
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Operação Compliance Zero
A prisão de Mourão aconteceu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. As investigações da Polícia Federal apontaram que ele chefiava um grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra pessoas consideradas desafetos de Daniel Vorcaro. O banqueiro também foi detido na mesma operação.
Mensagens encontradas no celular de Vorcaro revelaram que os dois planejavam um assalto para “dar um pau” e “quebrar todos os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo“. Vorcaro chamava Mourão de “Sicário”, termo utilizado para designar matador de aluguel. Vorcaro declarou em nota que “jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto”.
O grupo tinha acesso a bases de dados oficiais. Mourão seria responsável por acessar sistemas da Polícia Federal e até do FBI para obter informações de pessoas a pedido de Vorcaro.




