Megaoperação desarticula quadrilha especializada em furto de caminhonetes de luxo no DF

Uma organização criminosa especializada no furto de caminhonetes de alto padrão foi desarticulada nesta terça-feira (03/02) pela Polícia Civil do Distrito Federal. A ação faz parte da chamada Megaoperação Império, que ocorreu de forma simultânea no DF, Ceará e Goiás, com apoio também no Rio de Janeiro. Ao todo, a Justiça expediu 110 mandados, entre […]

Por Marcela Franco | Atualizado em
Câmera de segurança mostra roubo de carro em Brasília
Foto: Divulgação/PCDF

Uma organização criminosa especializada no furto de caminhonetes de alto padrão foi desarticulada nesta terça-feira (03/02) pela Polícia Civil do Distrito Federal. A ação faz parte da chamada Megaoperação Império, que ocorreu de forma simultânea no DF, Ceará e Goiás, com apoio também no Rio de Janeiro.

Ao todo, a Justiça expediu 110 mandados, entre prisões, buscas e apreensões, além do sequestro de bens e valores que somam quase R$ 16 milhões. O montante corresponde ao valor estimado de 53 caminhonetes furtadas ao longo de 2025, principalmente modelos Toyota Hilux e SW4.

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Como funcionava o esquema

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha possuía estrutura organizada, com divisão de tarefas bem definida e lideranças regionais. Parte dos veículos era desmontada para a venda ilegal de peças, inclusive por meio da internet. Outra parte seguia para regiões de fronteira, onde os automóveis eram trocados por drogas, que depois abasteciam o mercado ilegal brasileiro.

A investigação

As investigações duraram 11 meses e revelaram uma estrutura criminosa altamente organizada, com divisão de tarefas, planejamento minucioso e modus operandi padronizado. Os veículos furtados eram, em geral, previamente encomendados e tinham dois destinos principais.

No primeiro, as caminhonetes eram levadas para oficinas formalmente constituídas, onde eram rapidamente desmontadas para a comercialização ilegal de peças, tanto em lojas físicas quanto em plataformas digitais. No segundo, parte dos veículos era enviada para regiões de fronteira com a Bolívia e o Paraguai, onde era trocada por drogas que abasteciam o mercado ilegal brasileiro.

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Os investigados podem responder por furto qualificado, organização criminosa, lavagem de dinheiro e adulteração de veículos.

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