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Condutor de Porsche que matou motorista é transferido para presídio em SP

Empresário Fernando Sastre Filho estava detido em Tremembé desde maio de 2024 após colisão que matou motorista de aplicativo em São Paulo

O empresário Fernando Sastre Filho, que dirigia o Porsche envolvido em acidente que matou um motorista de aplicativo e feriu gravemente um estudante de medicina em São Paulo, foi transferido para a Penitenciária II de Potim. A mudança ocorreu em dezembro de 2025, após ele permanecer mais de um ano e meio detido em Tremembé. A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) confirmou a informação nesta segunda-feira (5).

“A pessoa citada está presa na Penitenciária II de Potim desde 18 de dezembro de 2025”, afirmou a SAP em comunicado oficial. As duas unidades prisionais estão localizadas no Vale do Paraíba e distam aproximadamente 50 quilômetros uma da outra. As autoridades não divulgaram o motivo da transferência.

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Fernando está preso preventivamente desde 6 de maio de 2024, acusado de homicídio qualificado pela morte de Ornaldo da Silva Viana e lesão corporal gravíssima contra Marcus Vinicius Machado Rocha. Cinco dias após sua prisão, em 11 de maio, ele foi encaminhado para Tremembé, penitenciária conhecida por abrigar detentos de casos com grande repercussão.

O acidente aconteceu em 31 de março de 2024 na Avenida Salim Farah Maluf, Zona Leste da capital paulista. Fernando conduzia um Porsche 911 Carrera GTS, avaliado em mais de R$ 1 milhão, quando colidiu com um Renault Sandero. O motorista do Sandero, Ornaldo da Silva Viana, morreu no local. Marcus Vinicius Machado Rocha, amigo de Fernando que estava no banco do passageiro do Porsche, sofreu ferimentos graves.

Laudo do Instituto de Criminalística apontou que o Porsche trafegava a 136 km/h no momento do impacto, quase três vezes acima do limite permitido na via, que é de 50 km/h. O Ministério Público acusa o empresário de ter assumido o risco de matar ao dirigir embriagado e em alta velocidade.

Câmeras de segurança registraram o momento exato da colisão. Além das filmagens do impacto, o episódio foi documentado por testemunhas e pelas câmeras corporais dos policiais militares que atenderam a ocorrência.

Após o acidente, testemunhas disseram aos policiais que Fernando estava embriagado, mas o teste do bafômetro não foi realizado. Nas gravações das câmeras corporais dos PMs é possível ouvir a mãe de Fernando dizendo: “Vamos, Fernando!”, incentivando-o a deixar o local. O empresário saiu a pé com auxílio da mãe e de um tio, que prometeram levá-lo a um hospital devido a um suposto sangramento.

Durante seu interrogatório judicial em agosto de 2024, Fernando negou ter consumido bebida alcoólica antes do acidente. No entanto, Marcus afirmou em depoimentos à polícia e à Justiça que o empresário havia bebido antes de dirigir.

Fernando Sastre Filho responde pelos crimes de homicídio qualificado por “perigo comum” na modalidade de “dolo eventual” e “lesão corporal gravíssima”. O Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não definiu a data do julgamento, que só será marcado após o esgotamento de todos os recursos da defesa nas instâncias superiores. A previsão é que isso ocorra ainda em 2026.

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