Um esquema do crime organizado para financiar manifestações em Brasília está na mira do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT). A investigação aponta que integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC, teriam utilizado recursos de origem ilícita para custear atos realizados na capital federal no início de 2022.
A apuração faz parte da Operação Janus, deflagrada na quarta-feira (04/03) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, quatro no estado de São Paulo e um no Distrito Federal.
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Segundo o Ministério Público, as manifestações eram apresentadas como movimentos de reivindicação social, mas, na prática, serviam para dissimular a movimentação financeira da facção criminosa. De acordo com as investigações, os recursos ilegais eram utilizados dentro de um esquema de lavagem de dinheiro e também para ampliar a influência do grupo e captar apoio.
A ação contou com apoio do Gaeco do Ministério Público de São Paulo e do Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal.
De acordo com a polícia, o crime investigado pode resultar em pena de três a dez anos de prisão, além de multa. A pena pode ser aumentada caso fique comprovada a ligação com organização criminosa armada. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
