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Mulher é presa no ES por integrar rede de exploração sexual infantil chefiada por piloto

Ela é suspeita de receber pagamentos para compartilhar imagens de criança de três anos com o piloto Sérgio Antonio Lopes

Por Redação TMC | Atualizado em
Policiais se reúnem para início da operação
Câmera Fotográfica (Foto: Divulgação/PCES)

A Polícia Civil prendeu uma mulher de 29 anos em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo. Ela é suspeita de participar de uma organização criminosa de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão ocorreu nesta terça-feira (10/03) durante a segunda fase da Operação Apertem os Cintos.

A mesma operação resultou na detenção do piloto Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, no início de fevereiro. Lopes, demitido da Latam Airlines após a denúncia, é apontado como chefe da rede criminosa.

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As polícias civis do Espírito Santo e de São Paulo realizaram a operação conjunta. Os agentes cumpriram mandado de busca e apreensão na casa da suspeita. O celular da mulher foi apreendido durante a ação.

A detida foi levada ao Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória, para prestar depoimento. A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) conduz a investigação com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).

A investigação aponta que a suspeita enviava imagens de uma criança de três anos para Sérgio Antonio Lopes. A mulher recebia pagamentos com valores variáveis pelo compartilhamento do material. Os valores exatos não foram divulgados pelas autoridades.

O inquérito policial está em trâmite desde outubro de 2025. A apuração já identificou três vítimas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual.

Vítimas e histórico de abusos

Duas vítimas tinham 11 e 12 anos à época dos fatos. Uma terceira tinha 15 anos. Uma das vítimas, atualmente com 12 anos, começou a ser abusada por Sérgio aos oito anos de idade.

Os elementos probatórios reunidos pela investigação indicam que os crimes não se limitam a episódios isolados. As apurações apontam para uma estrutura organizada voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

A investigação identificou indícios de habitualidade, divisão de tarefas e atuação coordenada entre os envolvidos. A organização praticava crimes como estupro de vulnerável e favorecimento da prostituição.

Não há informação sobre quantas pessoas, além da mulher presa e do piloto, integram a organização criminosa. A operação visa desmantelar completamente a rede de exploração.

Próximos passos da investigação

Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, a suspeita deverá ser encaminhada ao sistema prisional do estado. A transferência para São Paulo dependerá de decisão da Justiça.

A investigação continua apurando crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente. Também são investigados uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantojuvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo.

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