Dom Mário Antonio da Silva, de 59 anos, foi nomeado arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP). O papa Leão XIV oficializou a decisão nesta segunda-feira (02/03). O religioso deixa o comando da Arquidiocese de Cuiabá (MT) para assumir uma das arquidioceses mais relevantes do Brasil.
A nomeação foi anunciada pelo Vaticano e pelo Santuário Nacional de Aparecida. Dom Mário terá dois meses para assumir efetivamente a função. Ele substitui Dom Orlando Brandes, que liderou a comunidade católica de Aparecida durante dez anos.
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“Transferido na data de hoje, Dom Mário Antônio da Silva, deixa a Arquidiocese de Cuiabá, para assumir a Arquidiocese de Aparecida. Formada por cinco municípios – Aparecida, Guaratinguetá, Lagoinha, Potim e Roseira – a Arquidiocese de Aparecida é composta por 18 paróquias e uma capelania militar. Em seu território também está o Santuário Nacional de Aparecida, Catedral Arquidiocesana. Em mais de 60 anos de história, foi governada por dois bispos auxiliares e cinco arcebispos, sendo o último deles Dom Orlando Brandes, agora emérito”, informou o Santuário Nacional.
Dom Orlando Brandes completa 80 anos em 2026. O Código de Direito Canônico determina que bispos apresentem pedido de renúncia ao papa aos 75 anos. O papa Francisco estendeu o período de Dom Orlando à frente da Arquidiocese de Aparecida por meio de carta enviada em 2023.
Dom Orlando passa a ocupar cargo administrativo como bispo emérito. Ele encerra dez anos de liderança na arquidiocese.
Formação e trajetória religiosa
Dom Mário nasceu em 17 de outubro de 1966, em Itararé (SP). Cresceu em família católica e iniciou a formação no Seminário Maior Divino Mestre, na Diocese de Jacarezinho (PR). Foi ordenado sacerdote em 1991 e possui mestrado em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, na Itália.
Em 2007, foi nomeado Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Manaus. Tornou-se Bispo Diocesano de Roraima em 2015. O papa Francisco o nomeou arcebispo Metropolitano de Cuiabá em fevereiro de 2022.
Dom Mário ocupa o cargo de presidente da Cáritas Brasileira. A organização promove ações de solidariedade a comunidades e pessoas afetadas por situações socioambientais ou em vulnerabilidade.
A Arquidiocese de Cuiabá descreve Dom Mário como religioso acolhedor e comprometido com a comunidade.
“Além de acolhedor, Dom Mário realiza a escuta atenta e acolhedora não apenas pela sua congregação, mas também por toda a comunidade mato-grossense. Seu legado é o de um pastor comprometido com o Reino de Deus, dedicado a servir com amor e a promover a dignidade humana em todos os aspectos da vida social e religiosa“, destacou o Santuário Nacional.
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Gestão de Dom Orlando Brandes
Dom Orlando conduziu iniciativas pastorais e sociais durante seu episcopado. O Santuário Nacional destacou as ações realizadas em sua gestão.
“Durante seu episcopado à frente da Arquidiocese de Aparecida, Dom Orlando Brandes marcou sua gestão com importantes iniciativas pastorais e sociais. A condução das comemorações dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, em 2017, evento que reuniu milhares de fiéis no Santuário Nacional e consolidou ainda mais o papel de Aparecida como coração mariano do Brasil. Também foi sob sua liderança que o Santuário de Aparecida iniciou o projeto ‘Jornada Bíblica’, iniciativa de evangelização a partir do revestimento das quatro fachadas da Basílica”, escreveu o Santuário Nacional em nota.
“Outra marca de seu ministério em Aparecida foi o cuidado com a Casa Comum. Seguindo os ensinamentos da Igreja Católica a partir da Encíclica Laudato Si’, Dom Orlando Brandes implementou diversas atividades ambientais, como por exemplo, a Usina Fotovoltaica São Francisco e Usina de Reciclagem São Geraldo“, completou.
