Uma mulher deu à luz neste domingo (26/07) em Fernando de Noronha, arquipélago que proíbe partos em seu território. Segundo a Administração de Fernando de Noronha, a gestante chegou ao atendimento negando estar grávida. Um exame de Beta HCG, realizado pelo Hospital São Lucas, confirmou gravidez de 41 semanas.
O trabalho de parto já estava avançado quando a situação foi identificada. Por isso, a transferência para o Recife, procedimento padrão nesses casos, não foi possível. O parto aconteceu na própria ilha.
O Hospital São Lucas informou que tanto a mãe quanto o recém-nascido, um menino, se encontram em estado clínico estável. O Grupamento Tático Aéreo (GTA) foi acionado e está em prontidão para atuar em uma eventual transferência.
Por que partos são proibidos em Fernando de Noronha
A ilha não conta com maternidade nem com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), conforme confirmou a Administração de Fernando de Noronha. Por isso, a regra local determina que gestantes deixem o arquipélago ao completar a 28ª semana de gravidez, bem antes do prazo final.
A paciente é moradora temporária e trabalha em uma pousada da ilha. O nome dela não foi divulgado pelas autoridades.
Um evento raro, mas não inédito
O registro mais recente havia sido em 2021, envolvendo uma turista. Anteriormente, em 2018, a camareira Jamylla Gomes Ribeiro da Silva, que tinha 22 anos à época, também realizou o parto na ilha. Entre esse episódio e o anterior, datado de 2006, transcorreram cerca de 12 anos, intervalo que o *g1* aponta como implícito no levantamento.
Em maio de 2020, uma aeronave foi fretada pelo Governo de Pernambuco para levar a empresária Alyne Dias Luna de volta ao continente. Na ocasião, ela declarou ter receio de se infectar com Covid-19 ao longo da viagem. A transferência ocorreu de forma compulsória, com suporte policial.
O tema da proibição de nascimentos no arquipélago é abordado no documentário Proibido Nascer no Paraíso.




