A pesquisa Meio/Ideia, que foi liberada por volta de meia-noite, traz pela primeira vez uma mensuração do estrago causado pelo Caso Master na imagem do Supremo Tribunal Federal.
Para vocês terem uma ideia, hoje, segundo a pesquisa do instituto Ideia, e o pesquisador é o Maurício Moura, um cara muito respeitado dentro do mercado, mostra que a maioria dos entrevistados, 54%, já entendem que não houve uma tentativa de golpe no Brasil no dia 8 de janeiro de 2023.
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O que que isso nos indica? Que vai refluindo o número de brasileiros que veem como justo, por exemplo, o julgamento e a condenação de Jair Messias Bolsonaro.
Tem um outro dado que é muito importante: a maioria dos entrevistados, divididos em três fatias entre os que dizem que mudariam de voto por conta deste assunto, os que estão indiferentes e os que não deixariam de votar ou apoiar um candidato. Nessas três fatias, a maioria diz que o impeachment de um integrante do STF os fariam eleger um candidato nas eleições de outubro.
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Isso é a comprovação com dados de um bastidor que a gente trouxe lá atrás e que já estava sendo pintado pelos especialistas e pelos marqueteiros de que o Supremo foi arrastado pra corrida eleitoral e se tornou um fator de instabilidade para o governo Lula.
Tem uma confusão aí, né? Muita gente quando questionada identifica o Supremo como o principal foco de escândalo do Master. Feiura tem no caso, não tem como eh dizer que não. O caso é feio, criminoso ele ainda não é, mas há indícios de crime, por exemplo, no Congresso Nacional que está passando batido nesse momento para a opinião pública.
O Supremo é identificado como maior foco do escândalo e depois o governo federal, que ainda não apareceu um representante para chamar de seu diretamente envolvido no caso do Master. O fato é que a bancarrota do Master está arrastando o Supremo também para um lamaçal no qual os ministros estão encontrando muita dificuldade de sair ou de tirar a corte.
É uma pesquisa que traz dados importantes e que vai certamente nortear o trabalho, em especial da oposição, em outubro nas eleições. O Supremo Tribunal Federal é pauta e vai ser palanque daqueles que querem fazer campanha em cima do corte de integrantes da Corte hoje. É uma indicação importante e dá tom de urgência a uma espécie de reação, se possível, institucional do Supremo Tribunal Federal.