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PF acha R$ 90 mil no carro de Bacellar e prisão explode crise na Alerj

Presidente da Assembleia do RJ é preso por suspeita de vazamento para facção e afastado do cargo

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica Dinheiro apreendido pela PF no carro de Bacellar: total foi mais de R$ 90 mil — (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal encontrou R$ 90,8 mil em dinheiro vivo no carro do deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), preso na manhã desta quarta-feira (03/12), no Rio de Janeiro. Além da quantia, três celulares foram apreendidos e serão periciados.

Prisão veio após “convite” para reunião na PF

Bacellar foi preso dentro da própria Superintendência da Polícia Federal, na Praça Mauá, após ter sido “convidado” para uma reunião com o superintendente Fábio Galvão. Assim que chegou ao local, recebeu voz de prisão, teve o celular apreendido e deve passar a noite custodiado na PF.

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A prisão faz parte da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, quando foi preso o então deputado estadual TH Joias, acusado de tráfico de drogas, corrupção, lavagem de dinheiro e envolvimento com o Comando Vermelho (CV).

O mandado foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também determinou o afastamento imediato de Bacellar da presidência da Alerj. Na decisão, Moraes afirma haver “fortes indícios” de atuação do parlamentar na obstrução de investigações, com possível influência dentro do Executivo estadual.

Segundo as investigações, na véspera da Operação Zargun, em setembro, Bacellar teria ligado para TH Joias avisando sobre os mandados e orientando a destruição de provas. Horas depois, o ourives deixou sua casa, promoveu uma mudança às pressas com caminhão-baú e não foi encontrado no momento da operação policial.

Ainda segundo a Polícia Federal, TH só foi localizado horas depois, na casa de um amigo, na Barra da Tijuca. O procurador-geral de Justiça do RJ, Antonio José Campos Moreira, já havia levantado a suspeita de vazamento no próprio dia da operação.

Além da prisão, o STF autorizou oito mandados de busca e apreensão, incluindo o gabinete de Bacellar na Alerj. A defesa do deputado afirmou que a prisão é “desproporcional” e nega qualquer tentativa de obstrução. Até a última atualização, a Alerj ainda não havia se manifestado oficialmente.

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