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PF faz operação contra hackers que atacaram deputados federais favoráveis ao PL Antiaborto

Investigação não revelou o nome dos parlamentares alvos dos ataques virtuais coordenados

Por Redação TMC | Atualizado em
Policial acessa notebook numa escrivaninha na casa de um dos suspeitos
Câmera Fotográfica Operação Intolerans cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos localizados em São Paulo e Curitiba. (Foto: Polícia Federal/Divulgação)

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (02/12), uma operação contra hackers acusados de ataques cibernéticos contra deputados federais que manifestaram apoio ao Projeto de Lei nº 1904/2024. O chamado PL Antiaborto equipara o aborto a homicídio.

As investigações identificaram que diversos sites de deputados federais foram alvo de ataques coordenados, resultando em instabilidade e períodos de indisponibilidade, afetando a comunicação institucional e a atuação legislativa.

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A Operação Intolerans cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra suspeitos localizados em São Paulo e Curitiba. Segundo a PF, a ação contou com o apoio de “parceiros estrangeiros” por meio de cooperação jurídica. A polícia não revelou quais seriam esses parceiros internacionais.

“A Polícia Federal prossegue com as investigações para identificar todos os envolvidos e assegurar a responsabilização dos autores dos ataques”, informou a PF, em comunicado.

Os ataques atingiram deputados de diferentes estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e de distintos partidos, como PL e Avante. Bia Kicis (PL-DF) foi uma das prejudicadas pelas ações virtuais.

“Nós sofremos várias ameaças, não só nas redes. Pessoas fazendo ameaças, mandando e-mails também. Meu site, meu blog pessoal foi derrubado onde eu tenho meu trabalho, os meus projetos de lei. Tudo foi derrubado”, disse a deputada em entrevista à TMC.

“E demorou bastante para voltar ao ar. tudo o que a gente postava, o pessoal entrava para xingar e atacar. Por mais que a gente explicasse que não era aquilo, que estávamos corrigindo o projeto, que a intenção não era atacar as mulheres de jeito nenhum… O ataque foi bem pesado.”

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Colaborou o repórter Raphael Thebas

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