João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva saiu da prisão aliviado, e com palavras para descrever o que viveu. “É um sentimento de angústia constante. Um sentimento aterrorizante, até porque a gente não tem notícias de como as coisas estão, o que está acontecendo. É extremamente angustiante. Graças a Deus, agora estou mais aliviado, sinto-me grato pelas equipes de investigações, que fizeram o trabalho delas, conseguiram investigar tudo e verem que, de fato, eu não tinha nada a ver com aquilo”, disse ele em entrevista à EPTV.
Pivetta e Gabriel Barros Martins foram soltos em 08/07 após 18 dias detidos. Os dois haviam sido presos em 20/06, no contexto da morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump. A Polícia Civil não indiciou nenhum dos dois. O Ministério Público (MP) também não os denunciou.
João também falou à EPTV após a soltura. “Eu estava prestando um serviço. Minha parte era ficar só na parte de baixo da ponte. Foi aterrorizante. Agora me sinto mais aliviado. Graças a Deus, tudo se solucionou”, afirmou.
Funções dos dois no salto
Segundo a Polícia Civil, Pivetta exercia a função de retirar equipamentos dos participantes na parte inferior da ponte. Gabriel era responsável por acompanhar a descida e realizar bloqueios e desbloqueios do sistema.
A polícia havia preso Pivetta sob suspeita de ocultar provas e Gabriel por suspeita de ter fugido do local após a tragédia. As duas suspeitas foram descartadas pela própria corporação durante a investigação.
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Quatro denunciados pelo MP
A Polícia Civil abriu dois inquéritos e investigou oito pessoas ao todo. O primeiro foi concluído em 22/06 e indiciou três instrutores por homicídio com dolo eventual. O segundo foi encerrado na primeira semana de julho e resultou no indiciamento de Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio e fraude processual.
Nesta quarta-feira (07/07), o MP apresentou formalmente a denúncia. Os acusados Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves foram indiciados pelo crime de homicídio com dolo eventual qualificado. Além dessa acusação, Evelyne dos Santos Gonçalves também responde por fraude processual.
Segundo o MP, os responsáveis pela execução do salto “tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias”. A promotoria também sustentou que “a denúncia também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais aplicáveis e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes”.



