VÍDEO: PM desocupa reitoria da USP em ação na madrugada; estudantes denunciam truculência

A ação encerrou uma ocupação que durava mais de 60 horas, iniciada na última quinta-feira (07/05) como parte de uma greve estudantil

Por , São Paulo | Atualizado em:
Invasão à USP
(Foto: Guilherme Farpa/Divulgação)

A Polícia Militar realizou uma operação na madrugada deste domingo (10/05), por volta das 4h15, para retirar os estudantes que ocupavam a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus do Butantã. A ação encerrou uma ocupação que durava mais de 60 horas, iniciada na última quinta-feira (07/05) como parte de uma greve estudantil que envolve também a Unicamp e a Unesp.

Segundo relatos de alunos e um comunicado divulgado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), a operação foi uma “surpresa” e ocorreu sem aviso prévio ou mandado judicial. Os estudantes afirmam que a PM utilizou gás lacrimogêneo, bombas de efeito moral, escudos e cassetetes para dispersar o grupo.

O movimento estudantil denunciou ferimentos em diversos manifestantes e a formação de um “corredor polonês” para espancamento. Ao final da operação, quatro estudantes foram detidos e encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Lapa.

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Os manifestantes reivindicam melhorias urgentes nas políticas de permanência estudantil, incluindo o aumento de bolsas, reformas nas moradias (CRUSP) e manutenção da infraestrutura física, citando problemas graves como mofo, infiltrações e até ninhos de pombos em cozinhas.

O DCE classificou a desocupação como “abusiva e ilegal”, argumentando que operações desse tipo não deveriam ocorrer entre as 21h e 5h e que não havia ameaça imediata que justificasse a força policial, já que o prédio estava em horário administrativo fechado.

Por outro lado, a reitoria da USP afirmou lamentar a invasão e destacou os danos ao patrimônio público, como a derrubada de portões e portas de vidro durante a entrada dos alunos no prédio na última quinta-feira. A universidade informou que acionou as forças de segurança para garantir a integridade do patrimônio e evitar novas ocupações em outros espaços do campus. Durante a invasão, a administração chegou a cortar o fornecimento de água e energia da reitoria.

A mobilização faz parte de um movimento mais amplo nas universidades estaduais paulistas por melhores condições de ensino e auxílio estudantil. Reuniões entre o Conselho de Reitores (Cruesp) e representantes estudantis estão previstas para esta segunda-feira para discutir as demandas da categoria

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