A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito que investiga o piloto Sergio Antonio Lopes, de 60 anos, e solicitou ao Ministério Público a conversão da prisão temporária em preventiva, por suspeita de liderar uma rede de exploração sexual infantil.
De acordo com a investigação, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP, Lopes e outras cinco mulheres teriam cometido ao menos 11 tipos de crimes, envolvendo 11 vítimas — sendo dez menores de idade. Como os delitos foram individualizados por vítima, o total de acusações pode ultrapassar a marca de 100 crimes.
Entre os crimes atribuídos aos investigados estão estupro de vulnerável, produção e compartilhamento de pornografia infantojuvenil, aliciamento de crianças, exploração sexual, perseguição, coação no curso do processo e organização criminosa.
O piloto já está preso desde 09/02, quando foi detido no Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista, prestes a decolar para o Rio de Janeiro. Ele trabalhava na Latam desde 1998 e foi demitido após a divulgação do caso.
Operação e novas prisões
A apuração faz parte da operação “Apertem os Cintos”, iniciada em outubro de 2025. A última suspeita foi presa em 20/03, no bairro do Campo Belo, também na zona sul de São Paulo. Segundo a polícia, ela aliciava mulheres para integrar o esquema e produzia material com crianças da própria família.
A segunda fase da operação ocorreu no Espírito Santo, onde outra mulher foi detida e duas novas vítimas foram identificadas, incluindo uma criança de três anos.
Defesa
A defesa de Lopes afirmou que vai respeitar o segredo de Justiça e disse confiar na atuação do Judiciário. A advogada Claudia Apolonia Barboza declarou que o cliente passou por uma cirurgia grave e tratamento que teria provocado alterações comportamentais, argumento que, segundo ela, “explica muitas coisas”.
A Secretaria de Segurança Pública informou que não divulgará mais detalhes devido ao sigilo do caso.
Leia mais: Latam demite piloto acusado de comandar rede de abuso sexual infantil




