Brasília – A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) resgatou três filhotes de cães vítimas de abandono na região de Samambaia (DF).
O responsável pelos animais se identificou como “adestrador” e afirmou que a situação fazia parte de uma etapa de treinamento. No entanto, segundo a polícia, os indícios apontavam para um cenário grave de sofrimento animal.
Os cães eram mantidos em caixas de transporte, algumas delas empilhadas, sem acesso à água ou alimento, em um ambiente com forte odor e manchas de urina.
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De acordo com a Delegacia de Repressão aos Crimes contra os Animais (DRCA), havia indícios de condições incompatíveis com o bem-estar animal, como confinamento restritivo contínuo, ausência de higiene, privação de água e alimentação, além do impedimento de movimentação mínima dos cães no endereço investigado.
Adestramento
Segundo o delegado-chefe da DRCA, Jônatas Silva, o adestramento é uma prática legal, mas não pode ser confundida com sofrimento.
“Treinar um cão não autoriza retirar dele água, alimento, mobilidade e condições mínimas de higiene. Qualquer prática que submeta o animal à dor, privação, medo intenso, restrição incompatível com suas necessidades básicas ou condição degradante configura crime”, afirmou.
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Ainda de acordo com o delegado, o caso segue sob apuração da especializada, com a instauração de inquérito policial para a consolidação das provas técnicas, oitivas e demais diligências.
A polícia também destacou que o confinamento prolongado, associado à privação de água, alimentação, higiene e mobilidade, é suficiente para caracterizar sofrimento animal, podendo causar desidratação, dor, lesões, infecções e alterações comportamentais.
