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Polícia pede prisão preventiva de suspeito de matar ex em joalheria

Cássio Henrique Zampieri já tinha histórico de violência e descumpria medida protetiva de urgência contra a vítima Cibelle Monteiro Alves

A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça a prisão preventiva de Cássio Henrique Zampieri, de 25 anos, suspeito de assassinar sua ex-companheira dentro de uma unidade da joalheria Vivara. O crime ocorreu no shopping Golden Square, em São Bernardo do Campo, local onde a vítima trabalhava.

O agressor foi preso em flagrante após ser baleado por policiais ao resistir à rendição no interior do estabelecimento. Segundo as autoridades, ele permanece sob escolta policial no Hospital Mário Covas, onde passou por cirurgia após dar entrada na unidade em estado de inconsciência.

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Em boletim de ocorrência obtido pelo UOL, o DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) fundamentou o pedido de prisão citando a existência de provas do crime e indícios de autoria. A investigação ressaltou ainda o perigo gerado pelo estado de liberdade de Cássio.

Os investigadores afirmaram que o ataque foi realizado com “requintes extremos de crueldade e violência”. De acordo com o relatório policial, o agressor agiu de forma premeditada, com a clara intenção de ceifar a vida da vítima e causar-lhe grande sofrimento.

A vítima, Cibelle Monteiro Alves, foi morta com golpes de faca no pescoço após ser feita refém pelo ex-companheiro. A corporação informou que a equipe precisou disparar contra o homem para “afastar a ameaça” e conseguir entrar na loja, onde a vítima já foi encontrada sem vida.

O histórico do relacionamento revela que a vítima já possuía uma medida protetiva de urgência contra o agressor, tendo registrado queixas por agressão em 2023 e 2025. O casal rompeu a relação em abril do ano passado, mas Cássio descumpria a proibição judicial ao manter contatos constantes.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, classificou o episódio como um “ataque covarde” realizado pelo ex-companheiro. Em nota oficial, a joalheria Vivara lamentou a morte de sua funcionária e afirmou estar colaborando integralmente com as investigações conduzidas pelo DEIC.

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