Polícia prende agiotas colombianos e venezuelanos que cobravam juros de 30%

Além dos 15 mandados de prisão, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 5 milhões vinculados às contas dos suspeitos

Por Édrian Santos | Atualizado em
Imagem mostra a montagem de três painéis com um passaporte colombiano, um homem preso com blur no rosto e um livro sobre Pablo Escobar.
Operação Macondo cumpre mandados de prisão contra agiotas no Piauí. (Foto: divulgação/SSP-PI)

A Polícia Civil do Piauí cumpriu 15 mandados de prisão contra colombianos e venezuelanos por agiotagem em seis cidades do Piauí, incluindo a capital Teresina, nesta terça-feira (11/11). A operação também aponta o envolvimento dos suspeitos na lavagem de dinheiro, práticas violentas e ameaças.

Além das prisões, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e o bloqueio judicial de R$ 5 milhões em contas vinculadas aos investigados. 

Entre os itens apreendidos, dinheiro, celulares, passaporte, motocicletas e até um livro da biografia do narcotraficante colombiano Pablo Escobar, líder do Cartel de Medellín. Ao longo dos anos, acumulou uma das maiores fortunas do mundo, juntamente por causa do crime organizado. 

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Pagamentos diários e ameaças

As investigações apontam que o grupo era formado, majoritariamente, por estrangeiros oriundos da Colômbia e da Venezuela que ofereciam empréstimos informais a pequenos comerciantes, vendedores ambulantes e trabalhadores autônomos. O crédito era liberado de forma imediata, sem contrato formal, mas com juros abusivos que ultrapassavam 30% ao mês, além da exigência de pagamentos diários ou semanais.

A polícia destaca que os suspeitos usavam métodos de cobrança coercitivos e violentos, inclusive com ameaças, destruição de mercadorias, perseguição e intimidação psicológica, inclusive contra familiares das vítimas. Foram registrados casos de extrema gravidade, como desaparecimentos e suicídios de pessoas que não conseguiram cumprir as exigências dos bandidos.

“A Operação Macondo representa um passo decisivo no enfrentamento de condutas ilícitas que afetam a dignidade de trabalhadores e pequenos comerciantes, expostos a um ciclo de medo e coerção”, pontuou o superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança do Piauí, delegado Matheus Zanatta.

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