A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (13/1) três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), acusados de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, assassinado em setembro de 2025 em Praia Grande, no litoral de São Paulo.
As prisões ocorreram em São Paulo, Jundiaí e Mongaguá, como parte de investigação que já resultou em denúncia contra oito pessoas pelo Ministério Público (MP).
A operação policial executou cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em sete municípios paulistas: Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na Capital. O objetivo foi recolher mais provas relacionadas ao crime.
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Entre os detidos está Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC, capturado no bairro Vila Isa, na região de Interlagos, Zona Sul de São Paulo, quando tentava escapar, mas estava sendo monitorado por drone. Marcio é investigado por dar apoio estratégico e logístico ao crime.
O segundo preso é Fernando Alberto Teixeira, conhecido como Azul ou Careca, que foi localizado em Jundiaí. Ele é considerado um dos responsáveis por planejar e coordenar a logística do assassinato.
Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho, também foi preso em Mongaguá, no litoral paulista. Segundo a investigação, ele teria ajudado na fuga dos envolvidos e articulado o crime.
Durante as buscas, os policiais apreenderam celulares, documentos e uma arma de fogo.
As investigações do MP apontam que o assassinato foi ordenado pelo alto escalão do PCC como retaliação pelo trabalho que Ruy Ferraz desenvolveu contra a organização criminosa ao longo de sua carreira.
Ruy Ferraz Fontes ingressou na Polícia Civil no início dos anos 1980 e trabalhou por mais de quatro décadas em unidades estratégicas como Denarc, Dope e Deic. No começo dos anos 2000, ele se destacou por divulgar a estrutura do PCC e por liderar, em 2006, o indiciamento da cúpula da facção, incluindo Marcos Camacho, o Marcola.
Em novembro, o MP denunciou oito pessoas por participação no assassinato: Felipe Avelino da Silva (Mascherano), Flávio Henrique Ferreira de Souza (Beicinho ou Neno), Luiz Antonio Rodrigues de Miranda (Gão ou Vini), Dahesly Oliveira Pires, Willian Silva Marques, Paulo Henrique Caetano de Sales (13 ou PH), Cristiano Alves da Silva (Cris Brown) e Marcos Augusto Rodrigues Cardoso (Pan, Fiel ou Penelope Charmosa).
Os acusados devem responder pelos crimes de integrar organização criminosa armada, homicídio qualificado consumado e tentado, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e favorecimento pessoal. Diligências continuam em andamento para identificar possíveis participantes adicionais.
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