Postos na mira: bombas são lacradas em locais ligados a empresário suspeito de lavar dinheiro pro PCC

Operação em São Paulo fecha bombas de combustível usadas em esquema milionário de lavagem ligado ao PCC.

Por Redação TMC | Atualizado em
Pessoa abastecendo o carro
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A Polícia Civil de São Paulo amanheceu na rua nesta terça-feira, 21 de outubro, lacrando bombas de seis postos de combustíveis em Santos, Praia Grande e Araraquara. A operação investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. O números de bombas apreendidas ainda não foi divulgado pela Polícia.

O principal alvo dessa operação, é Mohamad Hussein Mourad, vulgo “Primo”. Segundo os investigadores, ele seria o cérebro de um grupo que usava postos, distribuidoras e até usinas pra fazer o dinheiro da facção circular como se fosse combustível limpo. Um verdadeiro “lava rápido” de luxo, só que pra grana suja.

Os mandados foram cumpridos em Santos, Praia Grande e Araraquara. A operação lacrou bombas e apreendeu documentos que podem mostrar o tamanho da rota da lavagem. De acordo com as investigações, o grupo de Mourad teria ramificações em vários estados e ligação direta com integrantes do PCC presos e foragidos.

Para o consumidor comum, o impacto é imediato: postos lacrados significam menos concorrência e, claro, risco de ver o preço do litro subir. Mas o problema real é outro: o avanço da facção em setores que, até pouco tempo, eram considerados “limpos”. O crime organizado parece ter trocado o fuzil pelo frentista.

As investigações terão continuidade para entender qual foi o valor movimentado em todo esse esquema. Há apuração da polícia para identificar se houve adulteração nos combustíveis que estão sendo comercializados.

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