Em meio a uma disputa pela herança do médico Miguel Abdalla Netto, tio materno de Suzane von Richthofen, a prima dele Carmem Silvia Magnani registrou uma denúncia contra Suzane por suposto furto na casa de Miguel Netto, encontrado morto aos 76 anos.
A acusação foi formalizada na terça-feira (3/2) em São Paulo. As duas mulheres disputam judicialmente a herança do médico, estimada em R$ 5 milhões.
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A Polícia Civil investiga o furto ocorrido em 20 de janeiro na residência de Miguel Abdalla, localizada na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo. Durante a ocorrência, agentes constataram que o imóvel havia sido invadido, com a retirada de móveis, documentos e dinheiro.
Na denúncia apresentada, Magnani afirma: “Conforme consta no processo judicial de abertura de inventário em trâmite, Suzane admitiu expressamente ter subtraído e estar na posse dos bens do espólio (carro e demais bens), sem qualquer autorização judicial para tanto”.
Disputa pela herança
A disputa pelos bens acontece porque Miguel Abdalla faleceu sem deixar testamento. O médico foi encontrado morto em 9 de janeiro de 2026, em sua casa na rua Baronesa de Bela Vista. Silvia Magnani busca o reconhecimento de uma suposta união estável com o falecido, enquanto Suzane, como sobrinha, também reivindica os bens.
Andreas, irmão de Suzane, teria renunciado à sua parte na herança. Até o momento, nenhum administrador foi oficialmente nomeado para gerenciar o espólio do médico, que não era casado e não tinha filhos.
A prima expressa “grande preocupação diante dos episódios de saques, violações e invasões ocorridos” e defende que “Os fatos reforçam a necessidade de que o inventário seja conduzido por uma pessoa idônea, responsável e comprometida com a legalidade, capaz de proteger o legado de Miguel, resguardar os bens do espólio e preservar a honra da família”.
Circunstâncias da morte
O corpo do médico foi encontrado após ele ficar dois dias sem dar notícias, quando um vizinho utilizou uma escada para verificar a situação. Embora não haja sinais de violência ou indícios de crime, o boletim de ocorrência sobre o falecimento foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial (Campo Belo).
No dia seguinte ao falecimento, em 10 de janeiro, o muro da casa amanheceu com a pichação: “Será que foi a Suzane?”. A investigação ocorre na mesma delegacia que registrou o assassinato dos pais de Suzane em 2002.
Magnani esclarece que “foi a responsável por todos os trâmites do sepultamento de Miguel, observando rigorosamente os procedimentos legais, além de colaborar integralmente com as autoridades competentes, prestando todas as informações solicitadas tanto na investigação sobre a morte quanto nos fatos relacionados às invasões no imóvel”.
O caso traz à tona o histórico conturbado entre Suzane e seu tio, que já havia acionado a Justiça contra ela em 2006. Suzane von Richthofen foi condenada pelo assassinato dos próprios pais em 2002.
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