Ao completar quatro meses, neste dia 23 de julho, a Lei Estadual que obriga empresas de transporte público a destinarem vagões exclusivamente para mulheres durante todo o funcionamento ainda não é respeitada por usuários do metrô. Além do desrespeito e da falta de conscientização, ouvintes da TMC denunciam que o efetivo de segurança nas plataformas é baixo.
A preocupação não se dá apenas pelo respeito à legislação, mas também pela integridade dos passageiros em geral. O problema é notado, principalmente, na Linha 2 do modal, que conecta bairros da Zona Norte do Rio ao Centro. A reportagem da TMC percorreu estações como o terminal Pavuna, Engenheiro Rubens Paiva, Colégio e Vicente de Carvalho e observou que o aumento no número de agentes de segurança, ou até mesmo a presença de algum, só foi percebido na estação Central do Brasil.
Relatos de funcionários afirmam que, em alguns casos, o efetivo disponível está baixo e, então, os funcionários precisam se deslocar para cobrir diferentes ocorrências, deixando as plataformas sem fiscalização. Para preservar a identidade da fonte, a identidade permanecerá anônima.
“Às vezes é por efetivo da estação. Está muito baixo, precisamos cobrir linhas de bloqueio, aí não dá pra suportar. Às vezes não dá pra fazer a plataforma [em outras estações] como a gente faz aqui.”
A estudante de design Alice Almeida usa o metrô todos os dias e demonstra preocupação com a falta de segurança. Ela afirma, inclusive, que já presenciou cenas lamentáveis de homens xingando mulheres por avisarem que o vagão é feminino.
“Não acho que a segurança dos transportes públicos seja bem feita, principalmente no Rio de Janeiro. Falta muita segurança, principalmente no metrô. Falta respeito dos próprios seguranças com os clientes. Além disso, também faltam muitos canais de acesso. É um pouco inseguro você depender de transportes públicos para andar no Rio de Janeiro.”
Nas redes sociais, diversos vídeos viralizaram mostrando o total descaso de alguns homens nas estações do metrô e do trem. Alguns até arrumam briga quando são orientados a sair.
Em nota, o MetrôRio informou que conta com agentes do Corpo de Segurança Metroviário em todas as estações do sistema durante todo o horário de operação e que equipes do Grupamento de Operações Especiais realizam o patrulhamento no interior das composições e também prestam apoio às demandas no sistema.
A concessionária informou ainda que a distribuição das equipes e a necessidade de reforço são avaliadas diariamente, de acordo com a demanda operacional, e que o sistema possui monitoramento por câmeras nas estações e nas composições.




