Preso nesta quinta-feira (14/05), Henrique Vorcaro é empresário do setor imobiliário e diretor-presidente do Grupo Multipar, empresa com origem em Belo Horizonte e atuação inicial voltada ao ramo imobiliário.
Segundo informações disponíveis em sua página no LinkedIn, o grupo surgiu há cerca de 35 anos a partir das empresas Vorcaro Imóveis e Centro Sul Empreendimentos.
De acordo com o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a companhia movimentou R$ 1 bilhão entre 2020 e 2025 de forma suspeita.
Henrique Vorcaro estava sob investigação desde o início da apuração. As autoridades apontam que ele teve papel central no esquema de fraudes que envolve a Multipar e é suspeito de integrar o chamado “núcleo violento” do grupo investigado.
Operação Compliance Zero
A apuração faz parte da Operação Compliance Zero, que chegou à sua 6ª fase. A investigação tem como alvo suspeitos de integrar uma organização criminosa acusada de intimidação, coerção, acesso a dados sigilosos e invasão de dispositivos.
Nesta fase, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, por determinação do Supremo Tribunal Federal. Também foram adotadas medidas como afastamento de cargos públicos e bloqueio de bens.
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Além de Henrique, outros integrantes da família Vorcaro também foram alvos da operação. Entre eles está Daniel Vorcaro, apontado como líder do grupo investigado e ligado ao Banco Master, além de outros familiares e associados citados nas investigações.
Os envolvidos podem responder por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.
Defesa se manifesta
A defesa de Henrique Vorcaro se manifestou via nota. “Constata-se que decisão se baseia em fatos cuja comprovação da respectiva licitude e o lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo. E não estão porque não foram solicitados à defesa e nem a ele. O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje.”




