A Polícia Civil do Rio realiza uma operação emergencial na favela do Muquiço, na Zona Norte do Rio, nesta quarta-feira, após quatro policiais serem baleados no entorno da comunidade pela manhã. O grupo realizava ações de investigação na região em uma viatura descaracterizada quando foram atacados por criminosos. Um oficial foi baleado na cabeça e levado para o Hospital Albert Schweitzer, em Realengo, na Zona Oeste.
A comunidade, localizada no bairro de Guadalupe, é dominada pelo Terceiro Comando Puro sob o comando de Bruno da Silva Loureiro, de 43 anos, conhecido como Coronel. O criminoso foi preso no mês passado pela Polícia Militar dentro de um hospital, onde aguardava para realizar uma cirurgia.
A imagem de Coronel ficou conhecida após o assassinato de Sther Barroso dos Santos, de 22 anos, em 2025. A jovem foi espancada até a morte ao se recusar a sair com o traficante de um baile funk na favela da Coreia, também controlada pelo TCP na Zona Oeste da capital.
Sther foi deixada desfigurada na porta da casa da família na comunidade vizinha de Vila Aliança, em Bangu. De acordo com as investigações à época, ela foi estuprada e torturada. A família arcou com cerca de R$ 2 mil para reconstruir o rosto de Sther para o enterro.
Coronel tem, ao menos, 12 mandados de prisão em aberto. De acordo com a polícia, ele acumula diversas anotações criminais por tráfico de drogas, roubo, homicídio, porte ilegal de arma de uso restrito, receptação e lesão corporal.
Testemunhas ouvidas pela TMC descrevem o bandido como um homem “violento” e “mau”, e que usa do medo para impor respeito na comunidade.




