O Programa Universidade Para Todos (Prouni) divulgou, na madrugada desta terça-feira (03/02), o resultado da primeira chamada referente ao primeiro semestre de 2026. Os candidatos podem verificar se foram pré-selecionados no portal oficial acessounico.mec.gov.br/prouni.
Esta edição do programa oferece 594.519 bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, sendo 274.819 integrais (100% da mensalidade) e 319.700 parciais (50% da mensalidade). O número representa um recorde na quantidade de vagas disponibilizadas pelo programa.
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Para participar do Prouni, os candidatos precisavam ter realizado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024 ou 2025. A seleção exige média mínima de 450 pontos nas áreas de conhecimento e nota superior a zero na redação.
Os estudantes pré-selecionados nesta primeira etapa devem comprovar as informações fornecidas durante a inscrição. A bolsa só é garantida após a validação de toda documentação pela instituição de ensino, pois o candidato ainda não é “dono” da vaga até completar esse processo.
Chamadas e lista de espera
O processo seletivo começou com inscrições entre 26 e 29 de janeiro. Após o resultado da primeira chamada, os candidatos aguardam a segunda chamada, prevista para 2 de março.
Quem não for contemplado nas duas primeiras chamadas pode manifestar interesse na lista de espera nos dias 25 e 26 de março. O resultado dessa etapa será divulgado em 31 de março.
Das bolsas oferecidas nesta edição, 393.119 são para cursos a distância e 16.408 para a modalidade semipresencial. Quanto aos tipos de formação, 328.175 bolsas estão direcionadas para bacharelados e 253.597 para cursos tecnológicos.
Os candidatos não selecionados na primeira chamada continuam concorrendo automaticamente na segunda. Para participar da lista de espera, é necessário acessar o site do programa nas datas estabelecidas e manifestar interesse formalmente.
Comprovação de renda
Para ter direito às bolsas integrais, os candidatos devem comprovar renda familiar bruta mensal per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 2.431,50 por pessoa). Para as parciais, o limite é de três salários mínimos (R$ 4.863 por pessoa).
O cálculo considera a soma dos rendimentos de todos os membros da família dividida pelo número total de pessoas. Por exemplo: em uma família com quatro integrantes – pai (R$ 2.300/mês), mãe (R$ 1.700/mês), candidato e irmão (ambos sem renda) – a soma totaliza R$ 4.000. Dividindo por quatro, obtém-se R$ 1.000 como renda per capita, permitindo ao candidato concorrer a uma bolsa integral por estar abaixo do limite estabelecido.
Além dos requisitos de desempenho no Enem e renda, os candidatos precisam atender a critérios específicos de formação escolar, como ter estudado todo o ensino médio em escola pública ou em escola privada com bolsa integral. O programa também contempla pessoas com deficiência e professores da rede pública, estes últimos exclusivamente para cursos de licenciatura e pedagogia.
Os aprovados devem apresentar documentação comprobatória nas instituições para as quais foram selecionados como parte do processo de validação das informações.
