O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, pertencente ao 1º Batalhão de Polícia de Choque Tobias de Aguiar (Rota), foi atingido por um tiro na cabeça durante a manhã de sábado (27/06) enquanto transitava pela Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. No momento do ataque, ele estava de folga, vestido à paisana e sem armamento, quando dois indivíduos em uma motocicleta abriram fogo.
Depois do ataque, Ronickson foi submetido a uma cirurgia neurológica de emergência. De acordo com a Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), seu quadro clínico é gravíssimo, mas estável. Ele se encontra internado em leito de UTI no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
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Dois presos, atiradores foragidos
Até terça-feira (30/06), dois suspeitos tinham sido detidos por terem prestado apoio logístico à ação criminosa — eles não figuram entre os responsáveis pelos disparos. A Polícia Militar informou que um deles admitiu envolvimento no atentado. Ambos compareceram à audiência de custódia na segunda-feira (29) e tiveram a prisão mantida.
Um quarto envolvido, com 24 anos, apresentou-se ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) na companhia de um dos presos, mas deixou o local sem ser detido.
Os atiradores permanecem em fuga. A moto utilizada na ação foi deixada para trás na comunidade de Heliópolis, na Zona Sul de São Paulo. As investigações apontam que os criminosos contaram com o suporte de outros veículos durante a operação.
Execução planejada
Nada foi levado da vítima. O chefe de comunicação da Polícia Militar, Ivan Garcia, declarou: “Como foi comentado pelo governador, é uma indignação, a polícia já se posicionou desde o primeiro momento indignada com esse tipo de atitude. Não é uma mera agressão a um policial, é uma agressão ao estado. Toda a instituição está ao lado dele para melhorar e acompanhando estamos inclusive lá no hospital fazendo acompanhamento com a família”. A investigação também indica que Ronickson foi monitorado antes do ataque.
A Prefeitura de São Paulo informou que a Divisão de Inteligência da Guarda Civil Metropolitana compartilhou análises de câmeras com as autoridades. As investigações seguem em andamento, conforme a Secretaria da Segurança Pública.
Trajetória na segurança pública
Ronickson atuou como fuzileiro naval na Marinha do Brasil entre 2006 e 2009. Ingressou na Polícia Militar de São Paulo como soldado em 2009 e integrou o quadro de oficiais em 2015, pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco. Tem sete anos de experiência em patrulhamento de Força Tática e passou a atuar na Rota em 2019.
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Família pede orações
A esposa de Ronickson, Cintia Pimentel, se manifestou nas redes sociais: “Minha prioridade, agora, é estar ao lado do Ronickson e da minha família. Seguimos esperançosos com as pequenas melhoras do seu quadro, celebrando cada passo da recuperação e confiando que Deus continuará conduzindo esse processo”. Ela também informou que, por questões de segurança e para preservar a família, arquivou as fotos e restringiu temporariamente o perfil. “Espero que, em breve, eu possa voltar aos poucos, reativar meu perfil e conversar com todos vocês. Até lá, peço que continuem orando por nós. Muito obrigada por todo o respeito, orações e compreensão”.




