Dois suspeitos foram mortos em confronto com agentes da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) nesta quinta-feira (09/07), no bairro paulistano de Heliópolis, na zona sul da capital. O episódio elevou para seis o número total de suspeitos abatidos pela corporação desde o atentado contra o tenente Ronickson Pimentel, de acordo com a Polícia Militar de São Paulo.
O ataque ao tenente Pimentel aconteceu em 27 de junho, quando ele foi baleado por disparos efetuados a partir de uma motocicleta enquanto aguardava em um semáforo em São Caetano do Sul. De acordo com a Polícia Militar, ele permanece internado em estado grave, porém estável, na UTI.
Piloto identificado e principal suspeito foragido
As apurações apontaram Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, como o condutor da motocicleta utilizada no atentado. O investigado já possuía mandado de prisão em aberto desde março, expedido em razão de crime de roubo, com pena prevista superior a oito anos.
O principal suspeito ainda procurado é Hércules da Costa Siqueira, também chamado de Golias ou Peruca. Ele está na Lista Vermelha da Interpol, segundo a Polícia Militar. O Governo de São Paulo oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua prisão.
Até o momento da reportagem, três suspeitos haviam sido presos, de acordo com a Polícia Militar. Dois deles foram detidos em 28 de junho, um dia após o ataque, por terem ajudado na logística do atentado.
As seis mortes desde o atentado
O primeiro suspeito morto pela Rota após o baleamento do tenente caiu em 29 de junho, dois dias depois do ataque. Nessa mesma data, Wladimir foi abatido em Guarulhos em uma segunda ocorrência. O registro policial indica que ele foi atingido por cinco disparos — um na boca e quatro no tórax. Com o suspeito, os agentes apreenderam uma pistola Glock carregada com 15 cartuchos de calibre 9 mm e com numeração raspada.
Em 1º de julho, Gustavo Trajano Parimoski, de 30 anos, foi morto no Jardim Lajeado, na zona leste da capital. Ele foi atingido por cinco tiros, três de fuzil e dois de pistola, conforme a Polícia Militar.
Já em 3 de julho, Elenilson Misael da Silva foi morto no Litoral Sul, segundo a Polícia Militar. As duas mortes mais recentes ocorreram nesta quinta (09/07), em Heliópolis.
Todas as ocorrências estão sob investigação do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
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