A Prefeitura de São Paulo implementou novas medidas de segurança para os megablocos de Carnaval na capital paulista, após o tumulto registrado no bloco do DJ Calvin Harris no pré-carnaval no domingo (8/2).
O plano conjunto, definido em reunião na última terça-feira (10/2) entre representantes municipais e estaduais, inclui maior controle de público, redução da “linha da vida” e aumento no número de ambulâncias disponíveis.
O incidente no bloco Skol, que teve Calvin Harris como uma das atrações principais, resultou em dezenas de foliões necessitando de atendimento médico devido à superlotação na Rua da Consolação, região central de São Paulo.
A aglomeração excessiva levou ao colapso de uma grade de proteção que delimitava o percurso do bloco, dificultando tanto a circulação de pessoas quanto o acesso das equipes de socorro.
Reforço no efetivo e monitoramento tecnológico
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana ampliou em 20% o contingente da Guarda Civil Metropolitana para as festividades deste ano. Durante o evento, atuarão 6.464 agentes com apoio de 1.884 viaturas em toda a cidade.
O monitoramento dos foliões será realizado por 482 câmeras do sistema Smart Sampa e 23 drones, garantindo cobertura aérea das concentrações. Cada carro de megabloco contará com a presença de um guarda municipal e um policial militar para reforçar a segurança.
Os blocos terão também monitoramento com câmeras do Smart Sampa e 23 drones, segundo a prefeitura.
Estratégias para controle de público
O coronel Henguel Ricardo Pereira, secretário executivo da Secretaria da Segurança Pública, explicou as adaptações feitas para melhorar o atendimento médico durante os blocos.
“Temos de ter uma espécie de corredor para as pessoas que passam mal. Este ano diminuímos um pouco a linha da vida, que é o espaço para passar ambulâncias, e colocamos mais ambulâncias e postos de atendimento médico disponíveis”, afirma Pereira.
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Durante o tumulto no bloco de Calvin Harris, a Polícia Militar precisou aumentar seu contingente na área para administrar o grande volume de público. Os problemas afetaram principalmente as pessoas posicionadas próximas ao trio elétrico, onde a densidade da multidão era mais intensa, com muitos participantes sem conseguir se movimentar adequadamente.
O plano prevê liberação antecipada dos espaços adjacentes aos megablocos e gerenciamento dinâmico da multidão. “À medida que os espaços forem ficando cheios, vamos abrindo as laterais” e “Com a chegada dos foliões vamos reacomodando o pessoal”, detalha o secretário.
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