O síndico Cléber Rosa de Oliveira confessou ter assassinado a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, no subsolo do edifício onde ambos moravam.
A confirmação foi feita pela Polícia Civil de Goiás nesta quarta-feira (28/01). O crime aconteceu quando a vítima tentava religar a energia elétrica de seu apartamento.
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A investigação revelou que o síndico abordou Daiane enquanto ela filmava os relógios de energia no subsolo. Em depoimento, Cléber admitiu um desentendimento com a vítima, mas não respondeu sobre como executou o crime.
Segundo a polícia, o homicídio foi motivado por conflitos anteriores entre os dois. O Ministério Público de Goiás havia denunciado o síndico por perseguição contra a corretora, com condutas que ameaçavam sua “integridade física e psicológica” entre fevereiro e outubro de 2025.
O crime ocorreu em 17 de dezembro de 2025. Daiane foi vista pela última vez às 19h, quando saía do elevador em direção ao subsolo do prédio onde residia há dois anos. O corpo da corretora permaneceu desaparecido por mais de um mês.
Após o homicídio, Cléber transportou o corpo na caçamba de um veículo e o abandonou em uma área de mata às margens de uma estrada em Caldas Novas. O síndico foi levado pelos policiais até o local para indicar onde havia deixado o corpo.
Além do síndico, seu filho Maykon Douglas de Oliveira foi detido temporariamente por obstrução da investigação. A polícia informou que ele auxiliou o pai na compra de um novo celular após o crime. Ainda não está esclarecido se Maykon participou da ocultação do cadáver.
O porteiro do prédio também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos, mas seu nome não foi divulgado pelas autoridades.
A investigação apontou que o prédio possuía apenas dez câmeras de monitoramento, nenhuma delas instalada nos acessos por escada, rota utilizada pelo síndico. O subsolo, local do crime, é considerado um ponto cego no sistema de vigilância.
O delegado responsável pelas investigações, André Luiz Barbosa, explicou à TV Anhanguera que “é um condomínio de vários blocos, mas cada bloco tem sua entrada e administração própria e isso gera uma dinâmica diferente para que o caso seja apurado”.
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As desavenças entre a vítima e o agressor teriam começado após um desentendimento sobre a locação de um apartamento administrado por Daiane para um número de pessoas maior do que o permitido no condomínio.
Câmeras de segurança registraram Daiane saindo do apartamento e entrando no elevador com o celular na mão, gravando o trajeto e tendo um breve diálogo com outro morador até chegar à área técnica do edifício.
Em vídeo enviado a uma amiga, a corretora mostrou que o condomínio seguia com energia elétrica em funcionamento, enquanto o fornecimento estava interrompido apenas em seu apartamento.
