Um dos suspeitos de participar do plano do PCC para sequestrar e matar o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) foi capturado pela Polícia Militar do Ceará. Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid, foi detido nessa quarta-feira (04/02) em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. O homem estava foragido desde 2022, quando fugiu de uma penitenciária paulista.
A prisão ocorreu após a detenção da esposa do suspeito, presa na madrugada em Igatu por portar documentação falsa. A mulher foi abordada pelo Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual quando seguia para São Paulo.
Acompanhe tudo o que acontece no Brasil e no mundo: siga a TMC no WhatsApp
Com base no endereço da mulher, equipes do 15º Batalhão da Polícia Militar e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram El Cid nas proximidades de um condomínio residencial de luxo em Eusébio. No momento da captura, o suspeito também usava documento de identidade falso.
Mandados de prisão em aberto
El Cid era procurado por dois mandados relacionados a associação ao tráfico e homicídio. Além do plano contra Moro, ele é apontado como suspeito de planejar assassinatos de policiais militares, tráfico de drogas e participação em organização criminosa.
As autoridades não divulgaram o nome da esposa de El Cid, que foi detida por falsidade ideológica, nem informaram para qual unidade prisional o suspeito será encaminhado ou quando ocorrerá sua audiência de custódia.
Repercussão da captura
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), comentou a prisão em suas redes sociais. “Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula do PCC, foi preso pela nossa PM do Ceará. Fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará e aqui não teve vida fácil”, declarou o governador.
Transferência de líderes do PCC
Quando ministro da Justiça, Sergio Moro coordenou a transferência de diversos líderes do Primeiro Comando da Capital para o sistema penitenciário federal, incluindo Marcola, principal chefe da facção.
Em fevereiro de 2019, Marcola foi transferido do sistema penitenciário estadual de São Paulo para a penitenciária federal em Brasília. Posteriormente, foi enviado para uma unidade federal em Rondônia, retornando depois para a capital federal.
Na mesma operação, outros 21 integrantes da cúpula do PCC foram transportados em uma aeronave das Forças Armadas. O grupo partiu do aeroporto de Presidente Prudente, em São Paulo, com destino ao sistema penitenciário federal.
