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Terreiro de candomblé na BA é alvo de pichações de intolerância religiosa

Mensagens com palavras como “assassinos” e “Jesus” foram escritas em tinta vermelha na entrada do espaço religioso localizado em Cajazeiras XI

Por Redação TMC | Atualizado em
Câmera Fotográfica (Foto: Sora Maia/CORREIO)

O terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, localizado no bairro de Cajazeiras XI em Salvador, foi alvo de pichações com mensagens de intolerância religiosa. O ataque aconteceu na madrugada do último sábado (17/01) e incluiu palavras como “assassinos” e “Jesus” escritas em tinta vermelha na entrada do espaço religioso. O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin).

As pichações foram descobertas por volta das 7h da manhã, quando uma filha de santo chegou ao local e percebeu o vandalismo. Além das mensagens ofensivas, os responsáveis também cobriram com tinta vermelha o portão de pedestres, o interfone e a caixa de correio do terreiro.

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O babalorixá Pai Mutá, responsável pelo espaço religioso, foi quem registrou a ocorrência na Decrin após ser alertado sobre o ocorrido. As autoridades classificaram o incidente como um caso de racismo religioso.

O terreiro atacado está em funcionamento há 33 anos na capital baiana. Durante esse período, o centro religioso desenvolveu não apenas atividades ligadas ao candomblé, mas também trabalhos sociais voltados para os moradores da região.

Segundo o babalorixá Pai Mutá, esta foi a primeira vez que o espaço religioso sofreu um ataque desta natureza. Ele destacou que o terreiro sempre manteve uma relação respeitosa com a comunidade local.

A Polícia Civil informou, por meio de nota, que as investigações estão em curso para identificar os autores do ato de intolerância religiosa. Até o momento, ninguém foi detido em relação ao caso.

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As autoridades não divulgaram se existem câmeras de segurança no local ou testemunhas que possam auxiliar na identificação dos responsáveis pelas pichações.

Em resposta ao ataque, o terreiro divulgou uma nota afirmando: “Nossa fé resiste. Nosso sagrado não será silenciado. Buscaremos por Justiça”.

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