A Petrobras suspendeu as operações de perfuração no poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas, após detectar vazamento de fluido em duas linhas auxiliares que conectam o navio-sonda ao poço.
A estatal informou nesta terça-feira (6/1) que o vazamento foi identificado no último domingo (4/1) e imediatamente contido e isolado. Desde então, as operações estão paralisadas.
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As tubulações afetadas serão trazidas à superfície para avaliação e reparos. O material liberado foi o fluido de perfuração, conhecido como “lama”, utilizado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão durante as operações.
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, explicou que o vazamento ocorreu devido a um problema de despressurização nas linhas auxiliares e que não houve vazamento de petróleo.
O fluido vazado foi um fluído de perfuração, à base de água, com aditivos de baixa toxicidade, comumente empregado em perfurações marítimas. Em comunicado, a Petrobras afirmou que “não há problemas com a sonda ou com o poço, que permanecem em total condição de segurança. A ocorrência também não oferece riscos à segurança da operação de perfuração”.
A estatal também destacou que o fluido “atende aos limites de toxicidade permitidos” e não representa risco ao meio ambiente. O volume estimado do vazamento foi de 14,945 m³ de fluido de perfuração, com descarga instantânea que já foi paralisada.
O poço Morpho está em águas profundas a 175 quilômetros da costa do Amapá e 500 quilômetros da foz do Rio Amazonas. Esta área faz parte da Margem Equatorial brasileira, região que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e possui aproximadamente 268 mil km².
A Petrobras começou a perfuração na região em outubro de 2025, após receber autorização do Ibama. Até o momento, a empresa não informou quando as atividades serão retomadas.

