Ministério da Saúde reforça prevenção às ISTs no Carnaval

Campanha destaca uso de preservativos, vacinação e testagem antes, durante e depois da folia

Por Henrique Carmo | Atualizado em
(Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF)

Brasília – O Ministério da Saúde reforçou as orientações para prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) durante o período de Carnaval. A campanha deste ano intensifica ações voltadas principalmente para jovens e adultos, público considerado mais vulnerável nesse período de maior interação social.

Nos últimos três meses, foram distribuídos 138 milhões de preservativos aos estados. Entre os itens enviados estão as novas camisinhas disponibilizadas pelo SUS: uma versão mais fina, que proporciona maior contato pele a pele, e outra com textura, desenvolvida para aumentar o estímulo e o prazer. A estratégia busca ampliar a adesão ao uso do preservativo e reforçar a prevenção combinada.

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A recomendação é clara: usar camisinha do início ao fim da relação sexual e, sempre que possível, associar o uso ao gel lubrificante, reduzindo o risco de rompimento e aumentando a proteção.

Antes da folia, a orientação é procurar uma unidade de saúde para retirar preservativos gratuitamente, realizar testagem e atualizar a vacinação contra HPV e hepatites. Durante o Carnaval, em casos de relação desprotegida ou rompimento do preservativo, a PEP — Profilaxia Pós-Exposição — deve ser iniciada em até 72 horas, estando disponível gratuitamente na rede pública.

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Após o período festivo, a recomendação é realizar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, também oferecidos de graça pelo SUS. 

O médico urologista Rafael Buta reforça a importância da testagem após situações de risco, destacando que muitas ISTs podem ser assintomáticas.“Os testes devem ser feitos sempre que tiver relação desprotegida ou quando tiver algum sintoma sugestivo de IST. Pra gente ter uma ideia, quando a gente fala com relação ao herpes, metade das pessoas que têm vida sexual ativa vão entrar em contato com o vírus herpes em alguma fase da vida. E quando a gente fala sobre o HPV, 80% das pessoas que têm vida sexual ativa vão entrar em contato com o HPV ao longo da vida. Então, são infecções muito frequentes. Teve infecção, teve relação desprotegida, tem que fazer a testagem,” reforça o especialista.

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