O Acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia deve enfrentar uma resistência. Tem uma potencial confusão vindo por aí.
No sábado (17/1), a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, assina o acordo com Mercosul no Paraguai, mas para ele ter força legal precisa ser ratificado no Parlamento Europeu. Já era prevista oposição ao acordo, vinda principalmente da França, um país que sempre foi publicamente contra porque os agricultores dizem que vai gerar uma competição desleal com a entrada de produtos mais baratos da América do Sul.
E há políticos na França tentando se mobilizar para barrar o acordo ou pelo menos adiá-lo o máximo possível. E isso inclui deputados europeus, que estão no Parlamento Europeu. Mas agora a Espanha, país que sempre foi a favor de ampliar as relações comerciais com o Mercosul, pode causar problemas. Quem tá liderando isso são os deputados europeus de centro direita espanhóis que têm uma representação expressiva no Parlamento Europeu.
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Esse setor político da Espanha eles também dizem que estão defendendo os direitos dos agricultores. Tem havido protestos de agricultores na Espanha similares aos da França, com fechamento de rodovias, caravanas com tratores e por aí vai.
Vai ter uma votação no Parlamento Europeu que vai questionar a legalidade do acordo e se ela for aprovada, isso pode levar o caso pro Tribunal de Justiça da União Europeia e adiar a sua ratificação em até 2 anos.
