Vinte federações de futebol da Europa se reuniram na Hungria para avaliar medidas de protesto, incluindo um possível boicote à Copa do Mundo de 2026, caso os Estados Unidos tomem a Groenlândia. O encontro ocorreu na semana passada e ganhou notoriedade após o que deveria ser uma discussão confidencial vir a público no fim de semana.
O vice-presidente da Federação Alemã de Futebol, Oke Göttlich, confirmou que chegou o momento de considerar esta possibilidade.
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Podemos até achar que somos o país do futebol, mas é na Europa que está o dinheiro. As federações europeias falarem em boicote é algo extremamente importante para o futuro da Copa do Mundo 2026.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, com 80% das partidas programadas para ocorrer em território americano, embora o torneio também aconteça nos outros dois países norte-americanos.
Mas será que as federações envolvidas nesse potencial protesto vão conseguir bancar até o fim?
Essa é uma questão central, porque, obviamente, Gianni Infantino chegou até a construir um troféu da paz para dar para Donald Trump, algo absolutamente vergonhoso. Assim, ele não quer nem ouvir falar de nenhum tipo de protesto ou boicote. Só que foi essa mesma Alemanha, que agora está falando publicamente sobre algum tipo de ato contra os Estados Unidos, que em 2022, na Copa no Catar, pensou justamente em ir com uma braçadeira com as cores do arco-íris em uma sinalização sobre diversidade e, claro, sobre as leis do Catar.
Qualquer tipo de protesto ou qualquer tipo de atuação numa Copa do Mundo é muito complicado. Para o governo americano criaria uma crise profunda, mas tem a própria FIFA, que ameaça punir a seleção que for nessa direção. Há, também, um elemento muito interessante a ser discutido: o papel do torcedor.
Como o torcedor deve agir diante desse cenário? É muito injusto deixar para o torcedor a responsabilidade de punir ou não um governo por uma invasão estrangeira ou não. Isso precisa vir da liderança, justamente, das federações do mundo do futebol.
As federações europeias continuarão discutindo o tema, avaliando a complexidade da situação e as possíveis implicações de qualquer decisão tomada.
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