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Jamil Chade
Jamil Chade
Um dos grandes nomes do jornalismo internacional, Jamil Chade é jornalista e escritor, com vasta experiência em coberturas globais. Trabalhou para grandes veículos brasileiros e internacionais, sendo reconhecido por sua atuação como correspondente. Jamil Chade repercute os fatos que movimentam a geopolítica internacional. Entre os destaques da cobertura, as discussões na Organização das Nações Unidas, entidade que o jornalismo acompanha de perto.

Brasil não vai se comprometer em acordo de terras raras com os EUA

Acordo que EUA vai propor a 20 países, entre eles o Brasil, é de praticamente livre acesso às terras raras

Hoje é um dia importante na estratégia americana de isolamento da China. Nesta quarta-feira (04/02) acontece em Washington uma reunião do governo americano com 20 países, alguns aliados, outros nem tão aliados, mas que aceitaram participar. O Brasil não vai participar com uma delegação ministerial, como queriam os americanos, e vai enviar apenas diplomatas que já estavam em Washington, mas mesmo assim, participa.

Nesta reunião, o governo Donald Trump submeteu a todos os países um acordo. O mesmo acordo para todos os países. A versão que eu obtive, que obviamente também chegou à diplomacia brasileira, vem com um espaço em branco para preencher. É quase um formulário.

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Mas o que diz esse acordo que o governo americano quer com os seus parceiros, países como o Brasil que tem enormes reservas? É um acordo de praticamente livre acesso às terras raras desses países.

O país que assinar o acordo se compromete a não colocar nenhum tipo de barreira comercial. Ou seja, o país que exporta recursos naturais, no caso terras raras, estaria proibido de colocar qualquer tipo de limitação.

Leia mais: Americanos vão colocar terras raras na agenda de Lula com Trump em Washington

O país que assinar o acordo com os EUA se compromete a fazer conjuntamente um mapeamento de onde estão as terras raras de seu país. E esses países também se comprometem também a ter um comércio preferencial entre eles, ou seja, com os Estados Unidos.

O governo brasileiro vai receber, ouvir, não vai se comprometer com absolutamente nada, levar para casa a proposta e “refletir” se temos algum interesse a fazer parte disso.

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