Hoje é um dia importante na estratégia americana de isolamento da China. Nesta quarta-feira (04/02) acontece em Washington uma reunião do governo americano com 20 países, alguns aliados, outros nem tão aliados, mas que aceitaram participar. O Brasil não vai participar com uma delegação ministerial, como queriam os americanos, e vai enviar apenas diplomatas que já estavam em Washington, mas mesmo assim, participa.
Nesta reunião, o governo Donald Trump submeteu a todos os países um acordo. O mesmo acordo para todos os países. A versão que eu obtive, que obviamente também chegou à diplomacia brasileira, vem com um espaço em branco para preencher. É quase um formulário.
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Mas o que diz esse acordo que o governo americano quer com os seus parceiros, países como o Brasil que tem enormes reservas? É um acordo de praticamente livre acesso às terras raras desses países.
O país que assinar o acordo se compromete a não colocar nenhum tipo de barreira comercial. Ou seja, o país que exporta recursos naturais, no caso terras raras, estaria proibido de colocar qualquer tipo de limitação.
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O país que assinar o acordo com os EUA se compromete a fazer conjuntamente um mapeamento de onde estão as terras raras de seu país. E esses países também se comprometem também a ter um comércio preferencial entre eles, ou seja, com os Estados Unidos.
O governo brasileiro vai receber, ouvir, não vai se comprometer com absolutamente nada, levar para casa a proposta e “refletir” se temos algum interesse a fazer parte disso.
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