Falar sobre finanças exige muita responsabilidade. Eu não vejo problema nas grandes instituições utilizarem pessoas de grande influência para popularizar um tema desde que haja regras.
Eu por exemplo, que trabalho no mercado financeiro, tenho que seguir inúmeras regras para poder fazer qualquer tipo de conteúdo voltado pro mercado financeiro.
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Então, se eu falar sobre um determinado produto, eu tenho que falar também as entrelinhas, os riscos. Existem órgãos que regulamentam os influenciadores de finanças. A gente leva multa se não descrever as entrelinhas.
Então, o marketing nas redes sociais também precisa desse tipo de regulação. Usar ou não a imagem de influenciadores não é a questão. O ponto é o conteúdo, o que essas pessoas estão omitindo.
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No caso do Banco Master, e o Will Bank que também foi na mesma linha, quem trabalha no mercado financeiro via o potencial problema de CDBs com uma rentabilidade muito acima do que estava sendo praticado no mercado.
O Will Bank estava usando muitas figuras públicas voltadas para a classe C para divulgar o banco, e alimentando essa imagem sem falar sobre os riscos, as garantias, o que estava envolvido em um investimento. E os influenciadores ganham muito dinheiro para fazer isso, apesar da responsabilidade ser do cliente.
Então, nós como consumidores precisamos questionar esses criadores de conteúdo, por que é uma responsabilidade muito grande. Da mesma forma que os influenciadores de finanças sãomultados e cobrados por omitir informações, os artistas e demais personalidades públicas também deveriam ser fiscalizados e responsabilizados.
