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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

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Quais serão os reais impactos da Selic no bolso do brasileiro?

Decisão foi tomada pelo Copom após avaliação de indicadores econômicos; medida busca desestimular empréstimos que pressionariam preços no país

Por Bruna Allemann | Atualizado em
Dinheiro
(Foto: Freepik)

O Banco Central mantém a taxa Selic em 15% ao ano como estratégia para controlar a inflação na economia brasileira. A decisão foi tomada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) após avaliação de diversos indicadores econômicos. A medida busca desestimular empréstimos e financiamentos que poderiam pressionar ainda mais os preços no país.

A taxa de juros serve para controlar a inflação, que sempre existirá. Acontece que existem ciclos econômicos diferentes, direcionados pela inflação e pela taxa de juros. Os impactos da taxa Selic atingem todo o território nacional, afetando desde o pequeno consumidor até grandes corporações, com reflexos nos preços do comércio e da indústria brasileira.

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A manutenção da taxa responde aos ciclos econômicos que alternam períodos de aquecimento e desaceleração. Com a taxa de juros alta, consumidores e empresas que dependem de crédito sentem os principais efeitos desta política. Pessoas físicas encontram condições menos favoráveis para financiamentos de imóveis e outros bens. As empresas, por sua vez, enfrentam dificuldades para obter capital a custos acessíveis.

15% é uma taxa cara. O Banco Central quer menos pessoas consumindo, porque quanto mais as pessoas consomem, mais o preço sobe. Ou seja, a inflação aumenta. Então o BC aumenta a taxa de juros para as pessoas consumirem menos, até chegar lá embaixo e ser a hora de consumir novamente: aquecimento econômico, Black Friday, todo mundo gastando, muitas compras…

De acordo com o boletim Focus, publicado semanalmente às segundas-feiras, as projeções indicam queda entre 2% e 3% nos próximos dois ou três anos.

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