Todo evento geopolítico, principalmente quando ele acontece no Oriente Médio, o principal impacto vai ser o aumento do preço do petróleo, até porque dentro daquela daquela região, então no Estreito de Ormuz, segue centro cerca de 20% do petróleo internacional e cerca de 60% do petróleo que a China precisa.
Ou seja, então qualquer conflito ali acaba pressionando esse preço. Agora, o que a gente vê aqui no Brasil? Um ponto super importante a gente lembrar que para os Estados Unidos não é interessante esse aumento muito grande do petróleo, porque acaba influenciando a inflação dos EUA. Conflitos muito grandes, acabam inflacionando esse preço e também o gasto público com defesa do país norte-americano.
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Então não é interessante estar por muito tempo ali dentro do conflito. Quando a gente traz aqui pro Brasil, a gente precisa discutir qual que é o impacto do preço do petróleo.
O primeiro ponto acaba sendo no nosso combustível. Porém, tem uma notícia muito boa: a Petrobras já trabalha há um tempo com o preço de paridade internacional, ou seja, ela consegue segurar até um determinado tempo, por alguns dias ou algumas semanas, até o petróleo se restabelecer caso esse conflito não se estenda por muito tempo.
Ou seja, o impacto acaba não sendo direto ali no dia seguinte, como a gente enxergava, no preço dos combustíveis ou no aumento de frete.
Então, o Brasil consegue segurar esse preço por um determinado tempo, né, por um curto período de tempo, sem que afete o nosso bolso especificamente.
Então, no curtíssimo prazo, se esse conflito não se estender, vai acabar não reverberando aqui no nosso bolso aqui no Brasil. Porém, se o conflito for mais extenso, o preço do petróleo pode afetar os nossos os nossos preços de energia e combustível, e pressionar a nossa inflação.
E aí a gente vai para um efeito cascata, por exemplo, como manter a taxa de juros por mais tempo, já que o preço de transportes, é grande parte do nosso percentual de inflação. E a inflação alta acaba não deixando a taxa de juros cair e aí gerando um ciclo praticamente vicioso.
Mas vamos dia após dia. O Brasil está super preparado também para segurar o preço para proteger os nossos consumidores.
