Mesmo com o Transferban ainda em andamento, o Corinthians não tirou o olho do mercado. Pelo contrário. O clube segue conversando com jogadores e empresários, mantendo canais abertos e fazendo um trabalho silencioso de observação, algo que a diretoria considera essencial para não perder tempo quando o cenário destravar.
O recorte desses contatos é bem claro. Não há devaneio, nem promessa fora da realidade. Todos os nomes analisados seguem o perfil que o Corinthians entende como possível hoje: jogadores sem contrato ou com valores baixos, negociações consideradas viáveis dentro do atual momento financeiro. É o mercado possível, não o mercado dos sonhos.
Essas conversas, vale frisar, não significam contratações iminentes. Funcionam mais como um mapeamento prévio, uma forma de deixar caminhos abertos e evitar improviso depois. O clube sabe que, se esperar o Transferban cair para começar do zero, vai chegar atrasado.
Por isso, a leitura interna é simples: resolvida a questão jurídica, não deve demorar para que alguns nomes comecem a aparecer. Nada explosivo, nada mirabolante, mas opções que já estão no radar e que podem ser rapidamente levadas à comissão técnica. Dorival Júnior, nesse cenário, tende a receber alternativas já filtradas, dentro de um planejamento mais racional do que emergencial.
O Corinthians, hoje, não contrata. Mas também não está parado. E essa diferença, no futebol, costuma pesar mais do que parece.
