Dirigentes e quadros históricos do PT admitem que o escândalo do Banco Master trará “dano colateral” ao partido. No entanto, a avaliação interna é que o impacto será apenas residual para a legenda.
A aposta do PT é que o caso atingirá, de fato, o coração ou, segundo revelou uma fonte do partido, o “sistema nervoso central” do centrão e dos principais caciques políticos.
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O caso explodiu com a tentativa do BRB de comprar o Master para salvá-lo da falência. Foram R$ 12 bilhões injetados em apenas um ano em uma instituição que já se sabia estar em crise. Essa manobra financeira serviu como ponto de partida para investigações que agora avançam por múltiplas frentes e estados.
A PF já mapeou três grandes empresas de apostas, as “Bets”, que financiaram ataques reputacionais contra o Banco Central. Usando megainfluenciadores, supostamente, o esquema buscava desestabilizar a autoridade monetária.
Um dos pontos mais graves envolve o Congresso Nacional, em que se investiga um esquema de compra de apoio parlamentar via Banco Master. A PF busca entender como o dinheiro circulou para garantir interesses políticos. O cruzamento de dados entre empresas investigadas e parlamentares é o que mais preocupa Brasília, atualmente.
Com frentes abertas em São Paulo, Rio, Amapá e no STF, a dimensão do escândalo é nacional. O PT reconhece que alguns quadros serão atingidos, mas vê o centrão como o alvo principal dessa rede de influências. O recado de bastidor é claro: apertem os cintos, pois a investigação está apenas começando.
