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Bruna Allemann
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Jornalista especializada em economia e finanças, Bruna Allemann descomplica o mercado financeiro e orienta sobre as melhores práticas de economia pessoal, investimentos e planejamento financeiro.

Diversificar investimentos será importante no cenário econômico imprevisível de 2026

Ano eleitoral no Brasil e nos EUA, além dos vários conflitos geopolíticos por todo o mundo, devem pressionar as moedas convencionais

Hoje em dia, ainda mais do que antigamente, tem sido muito importante para nós todos pensar como o nosso dinheiro será direcionado neste ano de 2026. Acho que podemos definir este ano como “imprevisível” por conta dos acontecimentos geopolíticos que vêm desde o ano passado, ou até desde o início do conflito entre Rússia e da Ucrânia; especialmente se considerarmos que jamais vimos tantos conflitos geopolíticos acontecendo ao mesmo tempo desde a Segunda Guerra Mundial.

Ou seja, trata-se de um momento relativamente delicado. Além dos conflitos que são noticiados, existem inúmeros outros: por exemplo, na África e no Oriente Médio, ou até em locais remotos onde não temos uma visão ampla do que acontece.

Entretanto, podemos ver que desde o final de 2023 e o início de todos esses conflitos, o mercado acabou por oscilar bastante; principalmente no setor de energia. Quando veio o conflito da Rússia e da Ucrânia, por exemplo, vimos a questão do petróleo, presente também nos conflitos do Oriente Médio.

Em meio a isso, notamos também que o investidor brasileiro em média começou a perceber coisas necessárias, como a maneira com que o petróleo afetava o dia a dia dele, ou como que esta oscilação se dava. Com isso, pode-se dizer que o investidor brasileiro está ficando cada vez mais informado e mais qualificado.

Então, vamos entender 2026 dentro desse cenário inteiro. Quando falamos em imprevisibilidade, lembramos que 2026 é um ano eleitoral aqui no Brasil, e também teremos uma eleição de meio mandato nos Estados Unidos que pode mudar muito a vida de Donald Trump. O presidente até comentou, no início deste ano, que se ele não tivesse a grande maioria no no Congresso poderia sofrer um impeachment.

A eleição de meio mandato nos EUA serve não para diminuir o poder do presidente, mas sim para poder equilibrar e oferecer chances de se ter mais oposição ao governo; quer seja o Trump, quer seja o Obama, enfim.

Se olharmos historicamente, desde a época do escambo, o dinheiro nada mais é do que você confiar em determinada moeda, em determinadas coisas; principalmente por um elo de confiança. Trazendo um questionamento de um livro de Harari, por que uma moeda é mais valorizada que a outra? É por conta da confiança que você tem nela.

Mas qual foi a primeira moeda? Qual foi o primeiro item de valor que a gente viu? Ouro. E por isso, nos últimos 3 ou 4 anos, muitos dos bancos centrais do mundo trocaram parte das reservas em dólar para o ouro por conta da imprevisibilidade geopolítica. Por isso, o ouro é um ativo que vai continuar muito importante para você ter na sua carteira de investimento em 2026.

Saindo do ouro, podemos olhar outros metais como a prata, que não está em um crescimento muito grande mas mantém estabilidade dentro de um percentual bem pequeno. Você, então, não vai colocar todo o seu dinheiro no ouro: é só para você gerar equilíbrio.

No Brasil, temos a renda fixa – que, apesar da possibilidade de corte de juros, ainda é o investimento mais seguro. Devemos querer ganhar mais do que a nossa inflação, mais do que a poupança e garantir aquele dinheiro investido. Apesar disso, fica a sugestão: neste ano eleitoral, teremos a inflação relativamente pressionada e muita oscilação na Bolsa, então é melhor que entrem na Bolsa apenas investidores que conseguem lidar melhor com essa volatilidade.

O investimento não pode tirar o seu sono. Então, sempre estude.