O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, negou que seria contra o fim da escala 6×1 após nomear um relator do União Brasil que afirmou, textualmente, que é contra a aprovação do projeto. A proposta gira em torno da extinção e alteração da rotina de seis dias de trabalho para um de descanso.
Parte do empresariado está em polvorosa com a discussão do fim da escala 6×1. O relator que Motta nomeou para o debate na Comissão de Constituição e Justiça, e que se mostra favorável à escala, cuidará da primeira etapa do processo: discutir se a proposta é constitucional ou não é. Se não for, a proposta sequer anda na Câmara.
Motta se comprometeu com a aprovação da admissibilidade do projeto. O presidente da Casa estabeleceu que conduzirá o debate ouvindo diferentes setores envolvidos na discussão.
O deputado definiu um cronograma que prevê a instalação de uma comissão especial ainda em março, após a aprovação na CCJ. A meta é encaminhar o tema ao Senado antes de maio, mês dedicado ao trabalhador. “Quem aposta que estou contra a escala 6×1 está redondamente enganado. Nós vamos liderar esse debate dentro da Casa, ouvindo com equilíbrio todos os setores, claro, mas vamos fazê-lo”, afirmou Motta.
O presidente da Câmara justificou que a discussão sobre a escala de trabalho 6×1 está em pauta globalmente, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial e da tecnologia. “Esse é um debate que está em pauta no mundo inteiro, com o avanço da inteligência artificial, da tecnologia, e nós vamos tratar dele aqui também, de maneira responsável, sem fazer a toque de caixa, mas avançando na discussão”, concluiu Motta.
A Câmara pretende avalizar o acordo União Europeia-Mercosul, numa ofensiva por boas notícias a diversos setores em ano de eleição. A Casa aprovou a última versão do PL Antifacção em acordo com o governo via Ministério da Justiça.